Desejos
Desejos são asas, desejos são sinais
O movimento extrai-se em direção ao querer
Ele grita, ele se mostra
E deseja ser consumado, ser liberto
A face do desejo é avessa
Não vista de fora, não se traduz no espelho
Mas no olhar do hospedeiro
No púlpito de sua testa
E nas opções que se restam uma só é correta
Desejos são pés descalços
Desejos são alertas
Intactos, esvaem-se de si mesmo
Quietos e estabelecidos
Tímidos ou ocultos
Presentes à espreita, mas insanos
A vida é o chão, é o ar e, nas opções que se restam
Desejos são asas, desejos são sinais
E nas opções que se restam uma só é correta
Desejos
Desejos são asas, desejos são sinais
O movimento se puxa em direção ao querer
Ele grita, ele se revela
E deseja ser realizado, ser livre
A face do desejo é estranha
Não vista de fora, não se reflete no espelho
Mas no olhar do anfitrião
No púlpito da sua testa
E nas opções que restam, uma só é certa
Desejos são pés descalços
Desejos são alertas
Intactos, se esvaem de si mesmos
Quietos e estabelecidos
Tímidos ou escondidos
Presentes à espreita, mas insanos
A vida é o chão, é o ar e, nas opções que restam
Desejos são asas, desejos são sinais
E nas opções que restam, uma só é certa
Composição: Fernando Guimarães