Passei tanto tempo procurando
Respostas no ruído dos dias
Seguindo vozes, argumentos
Tentando explicar o invisível
Mas existem perguntas profundas
Que se afastam quando são perseguidas
Más quando aprendemos a olhar a noite
Foi então que encontrei o silêncio
E o silêncio sabe
Sabe aquilo que as palavras
Nem sempre conseguem alcançar
Sabe o tempo de esperar
O tempo de partir
O tempo de permanecer
E o silêncio sabe
Sabe aquilo que as palavras
Nem sempre conseguem alcançar
Sabe o tempo de esperar
O tempo de partir
O tempo de permanecer
E há uma sabedoria silenciosa
Respirando por trás de tudo
E nem toda verdade chega falando
Nem toda compreensão faz barulho
Algumas certezas amadurecem devagar
Como sementes sob a terra
E talvez a alma também tenha
Seus próprios ritmos invisíveis
Crescendo longe dos olhos
Antes de encontrar a luz
Então és que o silêncio sabe
Sabe aquilo que as palavras
Nem sempre conseguem alcançar
Sabe o tempo de esperar
O tempo de partir
O tempo de permanecer
Então és que o silêncio sabe
Sabe aquilo que as palavras
Nem sempre conseguem alcançar
Sabe o tempo de esperar
O tempo de partir
O tempo de permanecer
Pois talvez a vida não peça
Que compreendamos tudo
Talvez peça apenas
Que aprendamos a escutar
Então és que o silêncio sabe
Dos caminhos que ainda não enxergamos
E de tudo que ainda não percebemos
Sabe o tempo de esperar
O tempo de partir
O tempo de permanecer
Então és que o silêncio sabe
Dos caminhos que ainda não enxergamos
E de tudo que ainda não percebemos
E enquanto o mundo continua falando
Algo dentro de nós continua ouvindo
Uma voz sem som
Um antigo e paciente anúncio
De uma silenciosa sabedoria