Alicia
Y doy vueltas alrededor de nada
un peligroso sueño de barro
sueño de barro, sueño de barro, sueño de barro
y Alicia despacio cae, despacio cae
con su vestido negro y sin zapatos
ocultandose la cara entre las manos
pero sus ojos son la mirada del diablo
cogido de la mano, prisioneros de la mano
y se alejan por el reflejo helado.
Y doy vueltas alrededor de la nada
nunca descanso en el mismo lado
ni por el ruido te habrás enterado
que ella ha llegado hace rato
como la sombre perdida en el lago
silenciosa busca algún condenado
nadie me dijo que he fracasado
y prisionero me llevó.
Alicia
E eu dou voltas em torno do nada
um sonho perigoso de barro
sonho de barro, sonho de barro, sonho de barro
e a Alicia despacito cai, despacito cai
com seu vestido preto e sem sapatos
escondendo o rosto entre as mãos
mas seus olhos são o olhar do diabo
pegos pela mão, prisioneiros da mão
e se afastam pelo reflexo gelado.
E eu dou voltas em torno do nada
nunca descanso do mesmo lado
nem pelo barulho você deve ter percebido
que ela chegou faz tempo
como a sombra perdida no lago
silenciosa busca algum condenado
ninguém me disse que eu tinha fracassado
e prisioneiro me levou.
Composição: Alfredo Piedrafita / Enrique Armendariz Villareal / Fernando Coronado / Francisco Javier Hernandez