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Anafase

Battiato Franco

Anafase

A quel tempo tu stavi, sicura di te, della tua logica,
Guidando e parlando ininterrottamente.....
Ed io, che gi non ti ascoltavo pi, (come ipnotizzato),
Seguivo gli occhi che seguivano i colori,
I raggi elettrici della citt.
Chiss cos' quel moto che ci unisce e ci divide,
E quel parlare inutilmente delle nostre incomprensioni,
Di certi passeggeri malumori.
Amata solitudine,
Isola benedetta.
A quel tempo di te, amavo il tuo pensiero logico
E quella linea perfetta del baciare,
La simmetria delle tue carezze;
Vivificato dal chiarore vibrante di sapore:
Scintilla di una mente universale.
Ero in te come un argomento del tuo amore sillogistico,
Conclusione di un ragionamento.
Ma mi piaceva essere cos,
Avviluppato dai tuoi sensi artificiali.
Ora sono come fluttuante....
Amata solitudine,
Isola benedetta.
Cos finita, mi stacco da te, da solo continuo il viaggio.
Rivedo daccapo il cielo colorato di sole, di nuovo vivo.

Anafase

Naquela época você estava, segura de si, da sua lógica,
Dirigindo e falando sem parar.....
E eu, que já não te escutava mais, (como hipnotizado),
Seguia os olhos que seguiam as cores,
Os raios elétricos da cidade.
O que é esse movimento que nos une e nos divide,
E essa conversa inútil sobre nossas incompreensões,
Sobre certos mal-humores passageiros.
Amada solidão,
Ilha abençoada.
Naquela época, eu amava seu pensamento lógico
E aquela linha perfeita do beijo,
A simetria das suas carícias;
Revigorado pelo brilho vibrante de sabor:
Centelha de uma mente universal.
Eu estava em você como um argumento do seu amor silogístico,
Conclusão de um raciocínio.
Mas eu gostava de ser assim,
Envolto pelos seus sentidos artificiais.
Agora estou como flutuante....
Amada solidão,
Ilha abençoada.
Assim acabou, me desligo de você, sozinho continuo a viagem.
Vejo de novo o céu colorido de sol, de novo vivo.