395px

O Liberalismo Tem os Dias Contados

Baustelle

Il Liberismo Ha I Giorni Contati

E' difficile resistere al Mercato, amore mio.
Di conseguenza andiamo in cerca di
rivoluzioni e vena artistica.
Per questo le avanguardie erano ok, almeno fino al '66.
Ma ormai la fine va da sé. E' inevitabile.
Anna pensa di soccombere al Mercato.
Non lo sa perché si è laureata.
Anni fa credeva nella lotta, adesso sta paralizzata in strada.
Finge di essere morta.
Scrive con lo spray sui muri che la catastrofe è inevitabile.
Vede la Fine. In metropolitana.
Nella puttana che le si siede a fianco.
Nel tizio stanco.
Nella sua borsa di Dior.
Legge la Fine.
Nei saccchi dei cinesi.
Nei giorni spesi al centro commerciale.
Nel sesso orale.
Nel suo non eccitarla più.
Vede la Fine in me che vendo dischi in questo modo orrendo.
Vede i titoli di coda nella Casa e nella Libertà.
E' difficile resistere al Mercato, Anna lo sa.
Un tempo aveva un sogno stupido: un nucleo armato terroristico.
Adesso è un corpo fragile che sa d'essere morto e sogna l'Africa.
Strafatta, compone poesie sulla Catastrofe.Vede la Fine.
In metropolitana. Nella puttana che le si siede a fianco.
Nel tizio stanco. Nella sua borsa di Dior. Muore il Mercato.
Per autoconsunzione. Non è peccato.
E non è Marx & Engels.
E' l'estinzione.
E' un ragazzino in agonia.
Vede la Fine in me che spendo soldi e tempo in un Nintendo dentro
il bar della stazione e da anni non la chiamo più.

O Liberalismo Tem os Dias Contados

É difícil resistir ao Mercado, meu amor.
Por isso, estamos em busca de
revoluções e veia artística.
Por isso as vanguardas eram legais, pelo menos até '66.
Mas agora o fim é certo. É inevitável.
Anna pensa em sucumbir ao Mercado.
Não sabe por que se formou.
Anos atrás acreditava na luta, agora está paralisada na rua.
Finge estar morta.
Escreve com spray nas paredes que a catástrofe é inevitável.
Vê o Fim. No metrô.
Na prostituta que se senta ao seu lado.
No cara cansado.
Na sua bolsa da Dior.
Lê o Fim.
Nos sacos dos chineses.
Nos dias gastos no shopping.
No sexo oral.
Na falta de excitação.
Vê o Fim em mim que vendo discos desse jeito horrendo.
Vê os créditos na Casa e na Liberdade.
É difícil resistir ao Mercado, Anna sabe.
Um dia teve um sonho idiota: um núcleo armado terrorista.
Agora é um corpo frágil que sabe que está morto e sonha com a África.
Alterada, compõe poesias sobre a Catástrofe. Vê o Fim.
No metrô. Na prostituta que se senta ao seu lado.
No cara cansado. Na sua bolsa da Dior. O Mercado morre.
Por autoconsumo. Não é pecado.
E não é Marx & Engels.
É a extinção.
É um garoto em agonia.
Vê o Fim em mim que gasto dinheiro e tempo em um Nintendo dentro
do bar da estação e há anos não a chamo mais.

Composição: Francesco Bianconi