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Liberdade na Palma da Mão

Bernardo Sena

Solto, sou um solto, meu irmão
Solto, sou por mim, meu irmão
Devolvi as correntes disfarçadas de afeto
Soltei as promessas amarradas no teto

Um passo calmo canta alívio
E um vento brando dança no chão da manhã
Na varanda, um homem respira
À sombra do basta que vira canção

Solto, sou solto, rastro de alma, alma que se escuta
Solto, amo a estrada, alma com alma
Brilho sem pressa, sem medo, sem dor
Como o rio que brilha e segue sem cor

No caminho brotou minha decisão
Brilha a palma, a palma da mão
(Ooh)

Sou inteiro, floresço longe do grito
Na beira do dia, no tempo bendito
Acendo ternura sem me apagar
E deixo a culpa sem lugar

No templo de mim mesmo, tirei o fardo
Como quem diz: Fico só com o que é meu
E então sorri e fechei aquela porta
Conheci o sim de dizer não!
(Ooh)

Solto, sou solto, rastro de alma, alma que se escuta
Solto, amo a estrada, alma com alma
Brilho sem pressa, sem medo, sem dor
Como o rio que brilha e segue sem cor

No caminho brotou minha decisão
Brilha a palma, a palma da mão
(Ooh)

Composição: Bernardo Nobre Soares de Sena