Eu quero e sigo seguro
Hoje o risco virou futuro
O medo ficou no, escuro
É só lembrança, não murmuro
Eu sinto, existo inteiro
Eu me vejo verdadeiro
Eu me coloco primeiro
Sem matar o mensageiro
O que vale revisitar
É meu corpo a confirmar
Sem passado a me puxar
Pronto agora pra ficar
Meu não, não é ataque
Meu não é limite
Limite não se explique!
Limite não se explique!
Limite não se discute!
Limite não se discute!
Meu não é claro e direto
Meu não é simples, concreto
Não machuca, não é veto
É cuidado manifesto
De não em não eu cresço
Sem defesa, sem endereço
Minha arte ganha peso
Sem sentido, mas com apreço
De não em não me refaço
Sem pedir nenhum espaço
Eu me afirmo no compasso
Sem me apagar no cansaço
Meu não é curto, autônomo
Não convence, não é cômodo
Mesmo errado no sinônimo
Eu permaneço econômico
Digo não sem explicar
Sem meu passado entregar
Mesmo que queiram julgar
Eu me deixo preservar
Meu não, não é ataque
Meu não é limite
Limite não se explique
Limite não se explique
Limite não se discute
Limite não se discute!
Meu não me devolve ao eixo
Meu não sustenta meu peito
Eu fico inteiro, direito
No lugar que agora aceito