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Chefe

Samuele Bersani

Capo

Capo questa è la mia vita fatta di violenza
Foto Io che ce l'ho in mano
e il resto in dissolvenza.
Chi dice che sono un diavolo.
Lo dice per esperienza
Capo ho uno scarafaggio chiuso nella mano
vedo pugni-sangue e tette su Italia Uno
e poi salgo sopra un autobus
a caccia di un altro guaio Capo.
Non c'è dottore che mi può guarire dal dolore
perché MI PIACE IL MALE CHE MI FACCIO
A STARE QUA
in mezzo al fuoco,
fra le storie dei telegiornali
in questo cazzo di città ...
Capo io e la mia bambina ci prendiamo a secco
Scappo devo farle un altro buco nell'orecchio.
I brividi fanno lacrime
che corrono sullo specchioCapo.
Capo specie di rifiuto radiocomandato.
Nuoto nella fogna,
tu non puoi venirmi dietro.
Quaggiù non c'è stile libero
si salva soltanto il topo Capo.
Non ho mai chiesto aiuto al prete
o all'angelo custode
perché mi piace il male che mi faccio
a stare qua
in mezzo al vento, sotto i fulmini
e i temporale
in questo cazzo di città.
Non c'è dottore che mi può guarire dal dolore
perché MI PIACE IL MALE CHE MI FACCIO
A STARE QUA
in mezzo al fuoco,
fra le storie del telegiornale
in questo cazzo di città.

Chefe

Chefe, essa é a minha vida feita de violência
Foto, eu que tenho na mão
E o resto em desvanecimento.
Quem diz que sou um diabo.
Diz isso por experiência.
Chefe, tenho um barata fechada na mão
Vejo socos-sangue e peitos na Itália Uno
E depois subo em um ônibus
À caça de mais encrenca, Chefe.
Não há médico que possa me curar da dor
Porque EU GOSTO DO MAL QUE ME FAÇO
DE ESTAR AQUI
No meio do fogo,
Entre as histórias dos telejornais
Nesta cidade do caralho...
Chefe, eu e minha menina nos pegamos a seco
Fugindo, preciso fazer outro furo na orelha dela.
Os arrepios fazem lágrimas
Que correm pelo espelho, Chefe.
Chefe, uma espécie de lixo radiocomandado.
Nado no esgoto,
Você não pode vir atrás de mim.
Aqui embaixo não tem estilo livre
Só o rato se salva, Chefe.
Nunca pedi ajuda ao padre
Ou ao anjo da guarda
Porque eu gosto do mal que me faço
De estar aqui
No meio do vento, sob os relâmpagos
E a tempestade
Nesta cidade do caralho.
Não há médico que possa me curar da dor
Porque EU GOSTO DO MAL QUE ME FAÇO
DE ESTAR AQUI
No meio do fogo,
Entre as histórias do telejornal
Nesta cidade do caralho.

Composição: Samuele Bersani, Giuseppe D'Onghia