Vuelos
Vos me estás mirando y yo voy a caer
Colgado en tu sien
Vos me estás mirando y yo voy a caer
No me ves pero ahí voy
A buscar tu prisión
De llaves que solo cierran
No me ves pero ahí voy a encontrar tu prisión
Y la bruma rebota siempre hacia aquí
Espuma de miedo
Viejo apagón
Y la bruma rebota, siempre hacia aquí
Solo voy a volver
Siempre me vas a ver
Y cuando regrese
De este vuelo eterno
Solo verás en mí
Siempre a través
De mí un paisaje de espanto así
Y el nylon abrió
Sus alas por mí
Y ahora ve solo viento
Y el nylon abrió
Su alas en mi
Tu cara se borra
Se tiñe de gris
Serás una piedra sola
Te desprendes de mí
Yo me quedo en vos
Ya mis ojos son barro
En la inundación
Que crece, decrece
Aparece y se va
Y mis ojos son barro
En la inundación
Voos
Você tá me olhando e eu vou cair
Pendurado na sua têmpora
Você tá me olhando e eu vou cair
Você não me vê, mas lá vou eu
Pra buscar sua prisão
De chaves que só fecham
Você não me vê, mas lá vou eu encontrar sua prisão
E a névoa sempre volta pra cá
Espuma de medo
Velho apagão
E a névoa sempre volta, sempre pra cá
Só vou voltar
Você sempre vai me ver
E quando eu voltar
Desse voo eterno
Você só vai ver em mim
Sempre através
De mim uma paisagem de terror assim
E o nylon abriu
Suas asas por mim
E agora só vejo vento
E o nylon abriu
Suas asas em mim
Seu rosto se apaga
Fica tingido de cinza
Você vai ser uma pedra sozinha
Se desprendendo de mim
Eu fico em você
Já meus olhos são barro
Na inundação
Que cresce, diminui
Aparece e se vai
E meus olhos são barro
Na inundação
Composição: René Céspedes