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Andando na Luta

Bersuit Vergarabat

Andan yugando

Andan pungueando por los mercados
A algún colgado que no es de acá
Andan fumando humo pesado
Para rajarse de la ciudad
Por un ratito cierran los ojos
Y hasta se olvidan de sus hermanos
Esos pibitos no tienen nada
Y nadie se los va a regalar
Andan pidiendo una moneda
En la parada del autobús
Andan durmiendo en los umbrales
Cuando Corrientes corta la luz
Los ves yirando de cartoneros
Cuando es la hora del delantal
Estos chiquitos están pidiendo
Lo que le sobra a esta sociedad
Oohhh, Ay! Que pena
Y sin acuarela
Oohhh, que es pecado
Mirar al costado
Andan yugando por cualquier lado
Y ya conocen lo que es sufrir
Andan lavando auto importado
De algún jerarca de por aquí
Y ya distinguen muy fácilmente
La distanciada clase social
Estos pibitos la tienen clara
Ley de la calle es su verdad
Andan detrás de los imposibles
Llevando carros a contramano
Como eslabones de una cadena
En la codicia de los humanos
El cuerpo activo agresivamente
Va a pelear siempre por el lugar
Y los que tengan mejores piernas
Esta carrera van a ganar
Oohhh, Ay! Que pena
Y sin acuarela
Oohhh, que es pecado
Mirar al costado
Oohhh, Ay! Que pena
Y sin acuarela
Oohhh, que es pecado
Mirar al costado
¿Por qué correr por la cornisa?
Para el abismo no tengo prisa
Prefiero ver en la placita
Chicos jugando a la bolita
Andan buscando su propia vida
Entre las bolsas del basural
Andan bailando sobre el cemento
Pero la bronca se junta igual
Porque el orgullo seguirá vivo
Y la historia no se acabó
Son los modelos que va dejando
Esta mortal globalización
Pero igual van para adelante
Porque esta herida los tiene mal
Vamo' a ayudar a estos atorrantes
Para que salgan de ese lugar
Vamo' a encontrar en esas caritas
La otra cara de la verdad
Bajo este cielo hay un infierno
Para los pibes de esta ciudad
Vamo' a ayudar a estos atorrantes
Para que salgan de ese lugar, de ese lugar.

Andando na Luta

Andam se virando pelos mercados
Pra algum cara que não é daqui
Andam fumando um fumo pesado
Pra dar o fora da cidade
Por um tempinho fecham os olhos
E até esquecem dos irmãos
Esses moleques não têm nada
E ninguém vai dar nada pra eles
Andam pedindo uma moeda
Na parada do ônibus
Andam dormindo nos umbrais
Quando Corrientes corta a luz
Você vê eles catando papelão
Quando é hora do trabalho
Esses garotos estão pedindo
O que sobra dessa sociedade
Oohhh, Ai! Que pena
E sem aquarela
Oohhh, que é pecado
Olhar pro lado
Andam na luta por qualquer canto
E já sabem o que é sofrer
Andam lavando carro importado
De algum chefão daqui
E já percebem muito fácil
A distância da classe social
Esses moleques têm a manha
A lei da rua é a verdade deles
Andam atrás do que é impossível
Empurrando carrinhos na contramão
Como elos de uma corrente
Na ganância dos humanos
O corpo ativo agressivamente
Vai sempre brigar pelo lugar
E quem tiver as melhores pernas
Essa corrida vai ganhar
Oohhh, Ai! Que pena
E sem aquarela
Oohhh, que é pecado
Olhar pro lado
Oohhh, Ai! Que pena
E sem aquarela
Oohhh, que é pecado
Olhar pro lado
Por que correr na beirada?
Pro abismo não tenho pressa
Prefiro ver na pracinha
Crianças jogando bolinha
Andam buscando sua própria vida
Entre as sacolas do lixão
Andam dançando sobre o cimento
Mas a raiva se acumula igual
Porque o orgulho vai continuar vivo
E a história não acabou
São os modelos que vão ficando
Essa mortal globalização
Mas mesmo assim vão pra frente
Porque essa ferida os machuca
Vamos ajudar esses vagabundos
Pra que saiam desse lugar
Vamos encontrar nesses rostinhos
A outra face da verdade
Sob esse céu há um inferno
Pra molecada dessa cidade
Vamos ajudar esses vagabundos
Pra que saiam desse lugar, desse lugar.