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O Tempo Não Para

Bersuit Vergarabat

El Tiempo No Para

Disparo contra el Sol con la fuerza del ocaso
Mi ametralladora está llena de magias
Pero soy solo un hombre más

Cansado de correr en la dirección contraria
Sin podio de llegada, y mi amor me corta la cara
Porque soy solo un hombre más

Pero si pensás que estoy derrotado
Quiero que sepas que me la sigo jugando
Porque el tiempo, el tiempo no para

Unos días sí, otros no
Estoy sobreviviendo sin un rasguñón
Por la caridad de quien me detesta

Y tu cabeza está llena de ratas
Te compraste las acciones de esta farsa
Y el tiempo no para

Yo veo al futuro repetir el pasado
Veo un museo de grandes novedades
Y el tiempo no para, no para, no

Yo no tengo fechas para recordar
Mis días se gastan de par en par
Buscando un sentido a todo esto

Las noches de frío, es mejor no nacer
Las de calor, se escoge matar o morir
Y así nos hacemos argentinos

Nos tildan de ladrones, maricas, faloperos
Y ellos sumergieron a un país entero
Pues así se roban más dinero

Y tu cabeza está llena de ratas
Te compraste las acciones de esta farsa
Y el tiempo no para

Yo veo al futuro repetir el pasado
Veo un museo de grandes novedades
Y el tiempo no para, no para, no, no

Y unos días sí, otros no
Estoy sobreviviendo sin un rasguñón
Por la caridad de quien me detesta

Y tu cabeza está llena de ratas
Te compraste las acciones de esta farsa
Y el tiempo no para

Yo veo al futuro repetir el pasado
Veo un museo de grandes novedades
Y el tiempo no para, no para, no, no

O Tempo Não Para

Disparo contra o Sol com a força do entardecer
Minha metralhadora está cheia de magias
Mas sou só mais um homem

Cansado de correr na direção contrária
Sem pódio de chegada, e meu amor me corta a cara
Porque sou só mais um homem

Mas se você pensa que estou derrotado
Quero que saiba que sigo jogando
Porque o tempo, o tempo não para

Uns dias sim, outros não
Estou sobrevivendo sem um arranhão
Pela caridade de quem me detesta

A sua cabeça está cheia de ratos
Você comprou as ações dessa farsa
E o tempo não para

Eu vejo o futuro repetir o passado
Vejo um museu de grandes novidades
E o tempo não para, não para, não

Eu não tenho datas pra recordar
Meus dias se gastam por inteiro
Buscando um sentido pra tudo isso

Nas noites de frio, é melhor não nascer
Nas de calor, escolhe-se matar ou morrer
E assim nos fazemos argentinos

Nos chamam de ladrões, bichas, drogados
E eles afundaram um país inteiro
Pois assim se rouba mais dinheiro

A sua cabeça está cheia de ratos
Você comprou as ações dessa farsa
E o tempo não para

Eu vejo o futuro repetir o passado
Vejo um museu de grandes novidades
E o tempo não para, não para, não, não

Uns dias sim, outros não
Estou sobrevivendo sem um arranhão
Pela caridade de quem me detesta

A sua cabeça está cheia de ratos
Você comprou as ações dessa farsa
E o tempo não para

Eu vejo o futuro repetir o passado
Vejo um museu de grandes novidades
E o tempo não para, não para, não, não

Composição: Cazuza / Arnaldo Brandao