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Estuário Das Canções

Beto Caetano

Estuário Das Canções

As horas mansas deste meu ocaso
Quando me planto a versejar a esmo
As frases soltas, com algum descaso
Vão navegando dentro de mim mesmo
Tomam o leme dos meus pensamentos
Cortando mares, com sofreguidão
Sequer se importam com os meus intentos
Mas sempre aportam no meu coração

(Então as rotas que foram traçadas
São fantasias, quimeras, miragens
Pois é o timão das emoções lançadas
Que leva o barco de minhas mensagens)

Meus versos simples que parecem rios
São lenitivo pras minhas feridas
E são consolos, e os sonhos bravios
Já não ancoram nos portos da vida
Sou prisioneiro das coplas esguias
Singrando as águas de minhas ilusões
Que amotinadas, com as melodias,
Vão desaguar no estuário das canções

(Então as rotas que foram traçadas
São fantasias, quimeras, miragens
Pois é o timão das emoções lançadas
Que leva o barco de minhas mensagens)

Estuário Das Canções

As horas calmas deste meu ocaso
Quando me ponho a rimar sem rumo
As frases soltas, com certo descaso
Vão navegando dentro de mim mesmo
Tomam o leme dos meus pensamentos
Cortando mares, com ansiedade
Sequer se importam com os meus planos
Mas sempre chegam no meu coração

(Então as rotas que foram traçadas
São fantasias, quimeras, miragens
Pois é o timão das emoções lançadas
Que leva o barco das minhas mensagens)

Meus versos simples que parecem rios
São alívio pras minhas feridas
E são consolos, e os sonhos audazes
Já não ancoram nos portos da vida
Sou prisioneiro das rimas esguias
Singrando as águas das minhas ilusões
Que amotinadas, com as melodias,
Vão desaguar no estuário das canções

(Então as rotas que foram traçadas
São fantasias, quimeras, miragens
Pois é o timão das emoções lançadas
Que leva o barco das minhas mensagens)

Composição: Beto Caetano, Nenito