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Forró do Tonho Serpente

Beto Vilar

Essa noite no forró de Tonho Serpente
Uns bebos metido a valente
Se atracaram pra brigar
Foi um pega-pega
Era grito pra todo lado
Derrubaram a latada foi um pega-pa-capá
Na madrugada uma zuada danada
Tome porre de lapada pros cabras não bagunçar
Antônho Serpente chegou de repente
Deixou o fole de lado e foi pro terreiro brigar
Antônho Serpente chegou de repente
Deixou o fole de lado e foi pro terreiro brigar

Um macho deu um chute
Que a barraca veio a baixo
Derrubaram o tacho da buchada de Zezé
Apagaram o candeeiro e derramaram o gás
Furaram o fole de Tonho
Isso não se faz
O salão todo bagunçado
Confusão de fora a fora
Mandaram os bebum embora
Pra gente brincar em paz
Então comadre Aurora bateu de mão na bassoura
Partiu de porta a fora aí vi a paia voar
Tome pau no lombo
Tome tombo no terreiro
Aqui não é puleiro nem casa de mangangá
Tome pau no lombo
Tome tombo no terreiro
Aqui não é puleiro nem casa de mangangá

Vamos levantar essa latada
Que a rapaziada tá doidinha pra dançar
Se alguém brigar eu vou chamar comadre Aurora
Já tá mais do que na hora
Desses bebos se aquietar
Se alguém brigar eu vou chamar comadre Aurora
Tome cabo de vassoura pra aprender a respeitar

Vamos levantar essa latada
Que a rapaziada tá doidinha pra dançar
Se alguém brigar eu vou chamar comadre Aurora
Já tá mais do que na hora
Desses bebos se aquietar
Se alguém brigar eu vou chamar comadre Aurora
Tome cabo de vassoura pra aprender a respeitar

Composição: José Roberto Vilar da Silva