Kholod
v te nochi svetlye pustye
kogda v nevu gliadiat mosty
oni vstrechalis' kak chuzhie
zabyv chto est' prostoe ty
i kazhdyj byl krasiv i molod
no okryliaias' pustotoj
ona taila strannyj kholod
pod odichaloj krasotoj
i serdtse vechno strogim meria
on ne umel, ne mog liubit'
ona liubila tol'ko zveria
v nem razdraznit' i ukrotit'
i chuzhdoj-chuzhdoj zhal on ruku
i sever sam spesha pomoch'
krasivoj nezhnosti i skuke
den' prevrashchal v zhivuiu noch'
tak vechno v nemom pustynnom
v ob'iat'ia nochi ne spesha
gliadelas' v kupu bledno-sinem
ikh obrechennaia dusha
v te nochi svetlye pustye
v te nochi svetlye pustye
v te nochi svetlye pustye
Frio
nas noites claras e vazias
quando nas neves brilham as pontes
e elas se encontravam como estranhas
esquecendo que existe o simples você
e cada um era bonito e jovem
mas se abria em um vazio
e ela escondia um estranho frio
sob a beleza solitária
e o coração sempre medindo rigoroso
ele não sabia, não podia amar
e ela só amava a fera
nele irritar e domar
e com uma mão estranha, estranha ele lamentava
e o norte se apressava a ajudar
com a beleza da ternura e do tédio
o dia se transformava em uma noite viva
assim eternamente no deserto mudo
nos braços da noite não se apressa
olhava para o monte azul-pálido
sua alma condenada
nas noites claras e vazias
nas noites claras e vazias
nas noites claras e vazias