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Espero Não Ser Eu

Bitza

Sper Ca N-O Sa Fiu Eu

Dintre multe belele la fel de rele-ntre ele
Un singur gand incepe sa ma sperie
O sa-nceapa la un moment dat,dintr-un pat,
Sa se scoale un batran uzat
O sa mearga la oglinda jegoasa,murdara,intr-o doara
Cu gandul pervers ca isi doreste sa moara
Izolat si uitat de toti
Cu pensia de mult bagata-n vene de nepoti
Ziua altadata plina
Ingheata in linistea deplina
Nu i-a mai ramas decat rutina
Si viata , insa prea putina
A murit in fiecare zi cate putin
Alcoolizat printre sticlele cu vin
Realizand cand e prea tarziu ca e
Din ce in ce mai putin viu

refren x 2:

Din ce in ce mai sigur
O sa mor singur,desigur
Sunt nesigur cand vine vorba sa-mi calculez timpul cu timpul ,
Incep sa ma obisnuiesc cu ideea
Ca nici unul din noi
N-o sa apuce varsta a treia

Sta si plange singur si isi blesteama soarta
Nu-si putea imagina ca se-ntoarce roata
Nu stia de nimeni si blamaratatii
Si a ajuns acum o povara pentru altii
Se intreaba unde a gresit
Ce nu-i bine?unde s-a pripit?
Rudele mereu fac planuri si-l cheama la masa
El cand moare,lor le ramane o casa
Singurul ce vine si il mai alina
Este cel pe care-l batea fara vina
Rupt de beat in zori cand venea acasa
E baiatul lui , Singurul caruia ii pasa
Vrea sa-l stranga in brate si sa-i povesteasca
Unde a gresit?ce-ar mai face daca...?
Se trezeste mult prea brusc la realitate
I-a murit baiatul de vreo sase ani jumate'
Fiecare alegere conteaza,stiu,
Poate mai devreme , poate mai tarziu,
Merg pan' la oglina si-mi rostesc teama cu greu
Sper ca acest batran,n-o sa fiu eu

refren x 2:

Din ce in ce mai sigur
O sa mor singur,desigur
Sunt nesigur cand vine vorba sa-mi calculez timpul cu timpul ,
Incep sa ma obisnuiesc cu ideea
Ca nici unul din noi
N-o sa apuce varsta a treia

Espero Não Ser Eu

Dentre muitas coisas ruins, entre elas
Um único pensamento começa a me assustar
Vai chegar um momento, de um leito,
Que um velho desgastado vai se levantar
Vai até o espelho sujo, imundo, numa boa
Com o pensamento perverso de que deseja morrer
Isolado e esquecido por todos
Com a pensão faz tempo injetada nas veias dos netos
O dia que antes era cheio
Congela na plena solidão
Não lhe resta mais nada além da rotina
E a vida, mas muito pouca
Morreu a cada dia, pouco a pouco
Alcoolizado entre garrafas de vinho
Percebendo quando é tarde demais que está
Cada vez menos vivo

refrão x 2:

Cada vez mais certo
Vou morrer sozinho, com certeza
Estou inseguro quando se trata de calcular meu tempo com o tempo,
Começo a me acostumar com a ideia
Que nenhum de nós
Vai chegar à terceira idade

Ele senta e chora sozinho e amaldiçoa seu destino
Não podia imaginar que a roda ia girar
Não sabia de ninguém e dos malditos
E agora se tornou um fardo para os outros
Se pergunta onde errou
O que não está certo? Onde se precipitou?
Os parentes sempre fazem planos e o chamam para a mesa
Quando ele morrer, para eles fica uma casa
O único que vem e ainda o consola
É aquele que ele batia sem razão
Destruído de bêbado ao amanhecer quando chegava em casa
É seu filho, o único que se importa
Quer abraçá-lo e contar a ele
Onde errou? O que faria se...?
Acorda muito abruptamente para a realidade
Seu filho morreu há cerca de seis anos e meio
Cada escolha conta, eu sei,
Pode ser mais cedo, pode ser mais tarde,
Vou até o espelho e pronuncio meu medo com dificuldade
Espero que esse velho, não seja eu

refrão x 2:

Cada vez mais certo
Vou morrer sozinho, com certeza
Estou inseguro quando se trata de calcular meu tempo com o tempo,
Começo a me acostumar com a ideia
Que nenhum de nós
Vai chegar à terceira idade