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Manto de Mentiras

Black Fast

Cloak Of Lies

Flies have taken this perverse asylum
Disease has hold where others would not dare
Forced confessions - colony of lepers
Deathly stench is clinging to the air
Footsteps where there should not be a presence
Starving voices groaning in despair
Sadistic maestro wields the scalpel like a bull whip
Erratic technique sprays the wall with blood

Cold horizon of unmarked graves
Ledger entry - numbered days
Laughing shadows - labyrinth eyes
Bandaged in a cloak of lies

Unwanted visitor, levitates, comes to taunt me
Tormented prisoner, no escape, from this haunting

Sideshow in this carnival of nightmares
Perspiration frozen to my brow
Altered with a steady-handed ice pick
Fragments of me dripping to the floor

Down that corridor to the furnace and beyond
Ingested by the smokestack and ejected further on
Random rearranging in that crucible of death
The shadow of that silo is my final chariot

Manto de Mentiras

Moscas tomaram este asilo perverso
A doença se instalou onde outros não teriam coragem
Confissões forçadas - colônia de leprosos
O cheiro de morte paira no ar
Passos onde não deveria haver presença
Vozes famintas gemendo em desespero
Maestro sadista empunha o bisturi como um chicote
Técnica errática respinga a parede com sangue

Frio horizonte de sepulturas não marcadas
Registro - dias numerados
Sombras risonhas - olhos de labirinto
Enfaixado em um manto de mentiras

Visitante indesejado, levita, vem me provocar
Prisioneiro atormentado, sem escape, desse assombro

Show de horrores neste carnaval de pesadelos
Transpiração congelada na minha testa
Alterado com um picador de gelo firme
Fragmentos de mim pingando no chão

Através daquele corredor até o forno e além
Ingerido pela chaminé e expelido mais adiante
Rearranjos aleatórios naquele crisol da morte
A sombra daquele silo é meu último carro