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Lambedor de Olhos

Blood Red Throne

Eye-Licker

Dark walls, black drapery, bloody mural artistry.
Self provoked insomnia.
The Mescaline is wearing off, teeth grinding, lights flashing.
Pseudo-psycho kaleidoscope.
Stiff grin, nervous finger-tricks.
Subconscience overload.
Chained to the floor, ragged filthy doll, savagely beaten, repeatedly raped.
Disorientation strikes, fucked from inside again and again.
His perverted desire, Iris on tongue, lions like a burning fire.
He hides his shame.
She screams higher and higher.
His vision flickers and locks, sinking in a mental mire, saliva drips from his jaw.
Muffled cries devoured by choking, eye licker is a shadow by night.
Lives on fears, feeds on horror, sucks the juice from your sockets.
Desolate memories of childhood in rancid human decay.
Stripped of flesh, bled dry.
Human taxidery crossdresser.
Cold steel on temperate flesh reveals magenta pleasures within.
Not a sound, just suffering.
Eye licker is born from sin.
Such sights to see, so many eyes to taste.
Rise to atrocity, fall from disgrace.
Decades later, in a shattered mirror he catch a glimpse of his molestor.
She wimpers skinless on the floor, chains rattling, no light through the door, moment of truth approaching.
Euphoric amputation, barren lips reveal the slimy probe.
Once again abomination strikes, to look in the abyss.
A taste of the soul.
Incoherant maniac drivel, ramblings from dementia - "Eye licker fuck her", "I lick her mother".
Farewell to sanity, welcome reality.
I dreamt a dream within a dream.
Post-cognitive slow motion.
A mind is a mind is a mind.
Blood Red visions of Aphrodite, acrid smell of rotting flesh.
White walls, fluorescent lights.
Mind fucked without Thorazine.
He closes his eyes and drifts inside, where now meets then and dark meets light.
Dont look if he's in your sight.
Eye licker!

Lambedor de Olhos

Paredes escuras, cortinas pretas, arte mural ensanguentada.
Insônia autoinduzida.
A mescalina tá acabando, dentes rangendo, luzes piscando.
Pseudo-psicodélico caleidoscópio.
Sorriso rígido, truques nervosos com os dedos.
Sobrecarga do subconsciente.
Acorrentado ao chão, boneca suja e esfarrapada, brutalmente espancada, repetidamente estuprada.
Desorientação ataca, fodido de dentro pra fora, de novo e de novo.
Seu desejo pervertido, íris na língua, leões como um fogo ardente.
Ele esconde sua vergonha.
Ela grita cada vez mais alto.
A visão dele pisca e trava, afundando em um pântano mental, saliva escorrendo de sua mandíbula.
Gritos abafados devorados pelo sufocamento, lambedor de olhos é uma sombra à noite.
Vive dos medos, se alimenta do horror, suga o suco das suas órbitas.
Memórias desoladas da infância em uma decadência humana podre.
Despojado de carne, drenado até a última gota.
Taxidermista humano travesti.
Aço frio na carne morna revela prazeres magenta por dentro.
Nenhum som, apenas sofrimento.
Lambedor de olhos nasce do pecado.
Tais visões a se ver, tantos olhos a se saborear.
Levante-se para a atrocidade, caia da desgraça.
Décadas depois, em um espelho quebrado, ele vislumbra seu molestador.
Ela geme sem pele no chão, correntes tilintando, sem luz pela porta, momento da verdade se aproximando.
Amputação eufórica, lábios estéreis revelam a sonda viscosa.
Mais uma vez a abominação ataca, olhar no abismo.
Um gosto da alma.
Discurso incoerente de um maníaco, divagações da demência - "Lambedor de olhos, fode ela", "Eu lambo a mãe dela".
Adeus à sanidade, bem-vinda realidade.
Eu sonhei um sonho dentro de um sonho.
Pós-cognitivo em câmera lenta.
Uma mente é uma mente é uma mente.
Visões vermelhas de sangue de Afrodite, cheiro acre de carne podre.
Paredes brancas, luzes fluorescentes.
Mente fodida sem Thorazine.
Ele fecha os olhos e se deixa levar, onde o agora encontra o então e o escuro encontra a luz.
Não olhe se ele estiver à sua vista.
Lambedor de olhos!

Composição: Tchort