A voz do povo é a voz de Deus
É um ditado antigo de plebeus
Escreveu não leu o pau comeu
No lombo de quem só mereceu
Focinho de porco não é tomada
Não caia em nenhuma cilada
Beiço de jegue não é arroz doce
Nem cabo de enxada cabe em foice
Quem é vivo sempre aparece
Quem apanha nunca esquece
Quem espera sempre alcança
Quem vacila, um dia dança
Quem se mistura com porcos, farelo come
Me disse alguém que não lembro o nome
Quem não tem cão, caça com gato
E de grão em grão, a galinha enche o papo
Caiu na rede, é peixe
Punhado de lenha é feixe
Quem não chora, não mama
O louro faz e o periquito leva fama
Cachorro que late não morde
Passeia de Ford bigode
Cada macaco no seu galho
Cada boi com seu chocalho
Vá pensando que babado é bico
Que o mesmo pau que deu em Chico
Com outros paus fazem uma canoa
E uma carroça para o burrico