Hei-ô hei-rah hei-ô hei-rah
Venho em tua espreita, te vejo no breu
Hei-ô hei-rah hei-ô hei-rah
Ouço choros, tu vais pagar
Ave agourenta gargalha o presságio
Ha-ha ha-ha
Curupira avisa: Você foi julgado
Hei-há hei-há
Criaturas visagentas
Metamorfa calvário
Ousas ferir-me?
Teu fado foi dado
Derramas a essência, sofrerás
Me feristes, eu sou a ira, verás
Nos descansos sombrios irei te mostrar
Meu gemido é lamento, meu pranto é teu assombrar
Ah, farejo a pureza dos corações
Ah, mas puno de fogo tuas ações
Destilas ganância, não ouses ferir-me
Eu sou: Teu pesadelo
Ah, farejo a pureza dos corações
Ah, mas puno de fogo tuas ações
Destilas ganância, não ouses ferir-me
Eu sou: Teu pesadelo
Eu sou mãe d'água, das frestas do rio
Mãe da mata, do encanto sombrio
Mãe da seringa, do pranto vital
Eterna justiça no meu seringal
Eu sou a mãe da seringueira hei-ô, hei-ô
Protejo quem cuida, castigo quem errou
Eu protejo, mas puno e retalho o horror
Aparição que assombra e causa temor
Eu sou a mãe da seringueira hei-ô, hei-ô
No sangue da floresta meu poder ficou
Guardiã da mata
Que confunde o invasor
Mãe seringueira