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Mãe Seringueira

Boi Bumbá Garanhão

Hei-ô hei-rah hei-ô hei-rah
Venho em tua espreita, te vejo no breu

Hei-ô hei-rah hei-ô hei-rah
Ouço choros, tu vais pagar

Ave agourenta gargalha o presságio
Ha-ha ha-ha
Curupira avisa: Você foi julgado
Hei-há hei-há

Criaturas visagentas
Metamorfa calvário
Ousas ferir-me?
Teu fado foi dado

Derramas a essência, sofrerás
Me feristes, eu sou a ira, verás
Nos descansos sombrios irei te mostrar
Meu gemido é lamento, meu pranto é teu assombrar

Ah, farejo a pureza dos corações
Ah, mas puno de fogo tuas ações
Destilas ganância, não ouses ferir-me
Eu sou: Teu pesadelo

Ah, farejo a pureza dos corações
Ah, mas puno de fogo tuas ações
Destilas ganância, não ouses ferir-me
Eu sou: Teu pesadelo

Eu sou mãe d'água, das frestas do rio
Mãe da mata, do encanto sombrio
Mãe da seringa, do pranto vital
Eterna justiça no meu seringal

Eu sou a mãe da seringueira hei-ô, hei-ô
Protejo quem cuida, castigo quem errou
Eu protejo, mas puno e retalho o horror
Aparição que assombra e causa temor

Eu sou a mãe da seringueira hei-ô, hei-ô
No sangue da floresta meu poder ficou
Guardiã da mata
Que confunde o invasor

Mãe seringueira

Composição: Rubens Alves, Rodrigo Jeroky