Soa o berrante no dorso do chão
O sol se deita na imensidão
Entre água e poeira, aprende a passar
Vaqueiro é caminho que veio laçar
O rio espraia, engole quintal
O Garanhão vira rastro, é pasto alagado
Na marca da lua que aprende a passar
Quem nasce da cheia não teme avançar
Corre entre troncos, corta a corrente
Onde o chão vira espelho, segue valente
No fio do laço guardou-se o que foi
Catirina sorriu com a língua do boi
Os vaqueiros
Galopeia, galopeia
Galopeia, galopeia, galopeia meu vaqueiro
Galopeia, galopeia, na arena vai
Galopeia, galopeia, galopeia meu vaqueiro
Galopeia, galopeia, deixa o boi passar
Êh boi, êh boi
Vem brincar
Êh boi, êh boi
Carrega o chão
Sou vaqueiro do boi Garanhão