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Vaqueiro Garanhão

Boi Bumbá Garanhão

Soa o berrante no dorso do chão
O sol se deita na imensidão
Entre água e poeira, aprende a passar
Vaqueiro é caminho que veio laçar

O rio espraia, engole quintal
O Garanhão vira rastro, é pasto alagado
Na marca da lua que aprende a passar
Quem nasce da cheia não teme avançar

Corre entre troncos, corta a corrente
Onde o chão vira espelho, segue valente
No fio do laço guardou-se o que foi
Catirina sorriu com a língua do boi

Os vaqueiros
Galopeia, galopeia

Galopeia, galopeia, galopeia meu vaqueiro
Galopeia, galopeia, na arena vai
Galopeia, galopeia, galopeia meu vaqueiro
Galopeia, galopeia, deixa o boi passar

Êh boi, êh boi
Vem brincar
Êh boi, êh boi
Carrega o chão

Sou vaqueiro do boi Garanhão

Composição: Rubens Alves, Rodrigo Jeroky