Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Boa noite companheiros, viemo lhe visitar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Com respeito e alegria pra essa casa alegrar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Com Deus e nossa senhora aqui queremos entrar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Pedindo a vossa licença pra cantiga começar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Se a licença for nos dada, Deus lhe venha abençoar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Nóis viemo da caputera, a raiz não vai negar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Caputera é nossa terra, onde eu gosto de morar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Terra de povo honesto que sabe compartilhar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Amigos meus companheiros, eu gosto de conversar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Quem cultiva uma amizade nunca deixa ela acabar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Amigos meus companheiros, eu gosto de falar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Eu sou neto do hilárino, a raiz não vai negar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Seu hilárino foi exemplo que o tempo não vai levar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Quem deixou boa lembrança sempre torna a visitar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Dona benildes querida, de sorriso a iluminar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Foi um esteio da família, difícil de encontrar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Lá do céu olham por nós e ajudam a caminhar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Protegendo a caputera e quem vive nesse lugar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Cada verso que nóis canta faz o peito se alegrar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
É um presente da memória que viemo preservar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Santa bárbara protege quem precisa navegar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Guia o barco e o pescador quando saírem pro mar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Quem conhece a caputera sempre quer nela voltar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Muito obrigado, amigos, pela forma de escutar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Deus conserve essa família e este santo lar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Agora eu vou me calando, que chegou outro lugar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Pois o canto dá licença para o boi se apresentar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar
Não apanha a flor do galho
Que o cutelo quer beijar