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Guerreiros Wari

Boi Malhadinho

(Hô-hô-há, iê-hô-hô-há, iê)
(Ê-hu-há, iê, ê-hu-há, iê)

Wari wana yandê
Sob o céu que rasga em fogo
Flechas cortam a escuridão
Fogueira acesa
Totem sagrado de bambu
Toca o céu na invocação

Oh, oh
Oh, oh
Oro Eo, Oro At, Oro Não, Oro Waram
Oro Mon, Oro Xijein (lutem)

Pele marcada em jenipapo
Tatuagem ancestralidade, proteção tribal
Antropofagia, endocanibalismo
Chicha fermenta a iniciação
Do guerreiro na consagração

Jami karawa desperta, vai singrando o silêncio sombrio
Ressoa o medo nos ossos do rio
Tambores chamam os mortos do mundo subaquático
Towira Towira

Cachoeira de almas, rebojo de piranhas
Serpenteia as anacondas
Lambada de serpente
A esperança que resiste
Daqueles que clamam por justiça

Guerreiros Wari
Surgiram da floresta
Guerreiros Wari
Donos da terra!
Guerreiros Wari
Temidos na guerra
No rito sagrado, na dança profana
Na lança que alcança a Lua e os seres da noite