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Ritual Nixi-Pae

Boi Malhadinho

No princípio, nos tempos antigos
Nem os peixes nem as feras sabiam
Mulher giboia guardava
Segredo no fundo do rio

Sementes de uricure eram sentinelas
Filhos serpentes devoram pai Profeta
E o bino ensina ayauhasca antes de morrer

Verina caia raio de visão, cipó, planta
Casca, força e proteção
Para curar seus corpos, para curar suas almas
Para curar o mundo indigena

Na cerimônia huni kuin, no vale do javari
Na trancedência inicia
Pajé inala o rapé no chupuan
Jaguabe chakoana abre o portal sobrenatural

E com olhos de onça
O grande espírito leva os seres
Ao mundo espiritual em uma viagem de cura

Ayahuasca nixi pae
Kaxinauá canta e dança até o amanhecer
Ayahuasca nixa papae
Começa o ritual da cura ancestral