Reason
Peeling the layers
To expose the facts
Was like spraying
And ancient painting
With ammonia
Faces melted,
Colours turned pale,
Shapes lost their vivacity
And essences faded
To distracted blurs
Now the canvas is all white
And my hands are unsoiled
Still all reasons seems replaced
By the false notion of a lucid portrait
Yet again, the savage remains
This empty work of art still gains a crowd
The blind eagerly discuss
The liveliness of its colours
And the deaf insist
It's accompanied by quiet chants
The painter,
A highly praised
But anonymous deity,
Lurks in the periphery of the exhibition
Amused by the fuzz he is causing,
Despite his many flaws
The canvas is all white
And my hands are unsoiled
Still all reasons seems replaced
By the false notion of a lucid portrait
Razão
Descascando as camadas
Para expor os fatos
Era como borrifar
Uma pintura antiga
Com amônia
Rostos derretidos,
Cores ficaram pálidas,
Formas perderam a vivacidade
E essências se apagaram
Em borrões distraídos
Agora a tela está toda branca
E minhas mãos estão limpas
Ainda assim, todas as razões parecem ter sido trocadas
Pela falsa noção de um retrato lúcido
Mais uma vez, o selvagem permanece
Essa obra de arte vazia ainda atrai uma multidão
Os cegos discutem ansiosamente
A vivacidade de suas cores
E os surdos insistem
Que é acompanhada por cânticos silenciosos
O pintor,
Um deus altamente elogiado
Mas anônimo,
Espreita na periferia da exposição
Divertido com a confusão que está causando,
Apesar de seus muitos defeitos
A tela está toda branca
E minhas mãos estão limpas
Ainda assim, todas as razões parecem ter sido trocadas
Pela falsa noção de um retrato lúcido