Respirar
Sé de animales que habitan aguas profundas y que devoran
Todo lo que su canto seduce
Reinos perdidos en tiempos lejanos en los que a nada
Ningún destino conduce
Bosques inmensos esconden criaturas
Que aúllan y que cabalgan enormes serpientes
Múltiples soles convergen y en su cuadratura
Toda memoria se pierde
Y todo está a sólo un paso de aquí
Y vivo en mí sin aliento suspendido
Y no sé
Qué me niega de repente la palabra
El aire el sueño hasta la vida
Y no me deja respirar y no me deja respirar
Y heme aquí como ausente y como ido
Y no sé
Que me inhibe el pensamiento
El movimiento por muy fuerte tire el viento
Y no me deja respirar y no me deja respirar
Humo de incienso especiado dulce e intenso perfuma
Cuentos de mil y una noche
Mientras la liebre se afana y amaga entre arbustos
Puede lo que otra liebre le importe
Monstruos de crestas feroces surcando mares y alzando
Olas de espuma gigantes
Luchan contra legiones dragones de fuego y armadas
De ciento mil leviatanes
Y todo está a sólo un paso de aquí
Respirar
Sei de animais que habitam águas profundas e que devoram
Tudo que seu canto seduz
Reinos perdidos em tempos distantes onde nada
Nenhum destino conduz
Florestas imensas escondem criaturas
Que uivam e que montam enormes serpentes
Múltiplos sóis convergem e em sua quadratura
Toda memória se perde
E tudo está a só um passo daqui
E vivo em mim sem fôlego suspenso
E não sei
O que me nega de repente a palavra
O ar, o sonho, até a vida
E não me deixa respirar e não me deixa respirar
E aqui estou como ausente e como ido
E não sei
O que me inibe o pensamento
O movimento, por mais forte que o vento puxe
E não me deixa respirar e não me deixa respirar
Fumaça de incenso especiado, doce e intenso perfuma
Contos de mil e uma noites
Enquanto a lebre se esforça e se esconde entre arbustos
Pode o que outra lebre lhe importe
Monstros de cristas ferozes cortando mares e levantando
Ondas de espuma gigantes
Lutam contra legiões, dragões de fogo e armadas
De cem mil leviatãs
E tudo está a só um passo daqui