No breu do sertão, no escondido, armados, fugimo da dor
Durmimo cum dum zóio aberto, Bobeia aqui não, seu dotô
Pra cá neste chão proibido a vida brotou
Na lonjura do Campo Grande, Ambrosio reinou
Num conta nem dia, nem noite, porteira tem não, seu dotô
Semente mocada pros mato, vereda nas trança nagô
Fartura brotou no sertão que nóis tudo embrenhô
Na lonjura do Campo Grande, Ambrosio reinou
E vem das matas
Ouve o grito do quilombo
De um fantasma esquecido
Que a canção vem te lembrar
Seu povo, unido, o respeita, ambrósio, o pai plantadô
Cuida de seu chão, sua gente, reinado de força e amor
A mão que semeia está pronta pru seus defendê
Prepara os preto pra batalha, nóis num vai cedê
E vem das matas
Ouve o grito dos quilombos
De um fantasma esquecido
Que a canção vem te lembrar
Lembrar do que houve, a memória, disputa do que se passou
Deixou a verdade embolada, a voz que venceu e espalhou
Pra cá neste chão proibido a vida brotou
Na lonjura do Campo Grande, Ambrosio reinou
E vem das matas
Ouve o grito dos quilombos
De um fantasma esquecido
Que a canção vem te lembrar