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Egbé Iya Nassô

Bruno Ribas

Awurê Obá kaô! Awurê Obá kaô!
Vila Vintém é terra de macumbeiro!
No meu Egbé governado por mulher
Iyá Nassô é rainha do candomblé!

Eiêô! Kaô kabesilê Babá Obá!
Couraça de fogo no orô do velho ajapá
A raça do povo do Alafin, e arde em mim
Rubro ventre de Oyó
Na escuridão nunca andarei só
Vovó dizia: Sangue de preto é mais forte que a travessia!
Saudade que invade!
Foi maré em tempestade
Sopra a ancestralidade no mar (ê rainha)
Preceito é herança sem martírio
Airá guarda seus filhos no ilê da Barroquinha

É a semente que a fé germinou, Iyá Adetá
O fruto que o axé cultivou, Iyá Akalá
Yiá Nassô, ê Babá Assika
Yiá Nassô, ê Babá Assika

Vou voltar mainha, eu vou
Vou voltar mainha, chore não
Que lá na Bahia
Xangô fez revolução

Oxê, a defesa da alma na palma da mão
No clã de Obatossi
Há bravura de Oxóssi no meu panteão
É d’Oxum o acalanto que guarda o otá
Do velho engenho, xirê que mantenho no meu caminhar
Toca o adarrum que meu orixá responde
Olorum, guia o boi vermelho seja onde for
Gira saia aiabá, traz as águas de Oxalá
Justiça de Agodô, tambor guerreiro firma o alujá

Composição: Claudio Russo, Marquinhos Beija Flor, Julio Alves, Renan, Diego Nicolau, Cabeça do Ajax, Chacal, W Correa, Rafael Faustino, Orlando Ambrosio, Richard Valenca, Thiago, Camila Lucio, Igor Federal, Miguel Dibo, Caio Alves