395px

Bumbum

Buena Fe

Nalgas

Mira que elaboro las ideas
Oprimo mis neuronas, pero le parecen feas
Diserto de versos de Alberti o de Pablo
La muy condenada no entiende lo que hablo
Y yo soy presa del machismo ancestral
Maldigo diez veces a quien la parió
E increpo al sistema educacional

Será que la idiotez también la manda Dios
A veces de forma proporcional
A cuanta curva guarde el armazón

Mira que teorizo sobre el gusto
Mi boca enciclopédica, mis ojos a su busto
Recuerdo a mi abuela y su sabia retreta
Hay cosas que halan más que cuatro carretas
Yo la veo como parte hacia el montón
Me pierdo en el espacio sideral
Me asalta por la espalda una razón

Será la historia siempre gira en espiral
Si tiembla cual tambor de cimarrón
Si suenas cual violín de mayoral

Son tus nalgas dos joyas del baile
Lírica del tacto poemas escritos por natura en braille
Desbordan espacios, paralizan tiempos
Todo un evento

Nalgas como el Kilimanjaro
El frío en la distancia que aleja un infinito de dulzura de mis manos
Desbordan espacios, paralizan tiempos
Todo un evento

Ella pasa y todos se hacen los simpáticos
Desde los más vulgares hasta excelsos catedráticos
Se va contoneando sabiéndose encima
De un par de corazas para su autoestima
Y yo bien firme como pose militar
Le rindo honores a su criollez
Me enorgullezco de la dignidad

Será que lo bello pasa por la apreciación
Disfrute su momento de esbeltez
Y póngale cabeza al interior

Bumbum

Olha como eu elaboro as ideias
Aperto minhas neuronas, mas elas parecem feias
Discorro sobre versos de Alberti ou de Pablo
A desgraçada não entende o que eu falo
E eu sou preso do machismo ancestral
Maldigo dez vezes quem me pariu
E confronto o sistema educacional

Será que a idiotice também vem de Deus
Às vezes de forma proporcional
Às curvas que guarda a estrutura

Olha como eu teorizo sobre o gosto
Minha boca enciclopédica, meus olhos no seu busto
Lembro da minha avó e sua sábia retreta
Tem coisas que puxam mais que quatro carretas
Eu a vejo como parte do montão
Me perco no espaço sideral
Uma razão me ataca pelas costas

Será que a história sempre gira em espiral
Se treme como tambor de cimarrón
Se soa como violino de maioral

São suas nalgas duas joias do baile
Lírica do toque, poemas escritos pela natureza em braille
Desbordam espaços, paralisam tempos
Todo um evento

Nalgas como o Kilimanjaro
O frio na distância que afasta um infinito de doçura das minhas mãos
Desbordam espaços, paralisam tempos
Todo um evento

Ela passa e todos fazem os simpáticos
Desde os mais vulgares até excelsos catedráticos
Ela vai se contorcendo, sabendo que está por cima
De um par de armaduras para sua autoestima
E eu bem firme como pose militar
Rendo honras à sua criollez
Me orgulho da dignidade

Será que o belo passa pela apreciação
Aproveite seu momento de esbeltez
E ponha a cabeça no interior

Composição: