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Carreiro

Buenaventura Luna

ARRIERO

(Canción)

No tenís rancho en las pampas. ..,
no tenís quincha en los cerros. ..,
siempre en la güellas acampas,
sólo te siguen tus perros...

Todo tu hogar, un fogón,,
que armás al parar rodeo. ..
y siempre tras del arreo
vas silbando una canción.

Arriero que vas tropiando,
al cencerro del dolor. ..
Arriero que vas cantando. ..,
cantando penas de amor.. .

Silbando tu afán legüero,
cantando tu triste suerte. ..,
nunca sabrás, pobre arriero,
que orillando el ventisquero,
vos vas derecho a la muerte! ...

Arrierito ...arrierito vagabundo ...
En todos lauh, forastero. ..
sin saber ande anidar :. .

Cuando una cruz en el cerro,
diga que ya sos finau ...,
serás llorau por tu perro. ..,
más no por hembra llorau! ...

Carreiro

(Canção)

Não tens rancho nas pampas...
Não tens cobertura nos morros...
Sempre nas trilhas acampas,
Só te seguem teus cachorros...

Todo teu lar, um fogão,
Que armas ao parar o rodeio...
E sempre atrás do rebanho
Vas assobiando uma canção.

Carreiro que vai tropeçando,
Ao sino da dor...
Carreiro que vai cantando...
Cantando as penas de amor...

Assobiando teu afã de viajante,
Cantando tua triste sorte...
Nunca saberás, pobre carreiro,
Que contornando o ventisqueiro,
Vais direto pra morte!

Carreirinho... carreirinho vagabundo...
Em todos os lugares, forasteiro...
Sem saber onde aninhar...

Quando uma cruz no morro,
Dizer que já estás finado...
Serás chorado pelo teu cachorro...
Mas não por mulher, chorado!

Composição: Buenaventura Luna