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O Andarilho

Buika

El Andariego

Yo que fui del amor ave de paso
yo que fui mariposa de mil flores
hoy siento la nostalgia de tus brazos
de aquellos tus ojazos
de aquellos tus amores
Ni cadenas ni lágrimas me ataron
mas hoy quiero la calma y el sosiego
perdona mi tardanza te lo ruego
perdona al andariego
que hoy te ofrece el corazón
Hay ausencias que triunfan
y la nuestra triunfó
amémonos ahora con la paz
que en otro tiempo nos faltó
Y cuando yo me muera ni luz ni llanto
ni luto ni nada más
aquí junto a mi cruz tan sólo quiero paz.
Sólo tu corazón, si me niegas tu amor
buscaré en otros labios
la fuerza de tu calor
y en silencio dirás una plegaria
y por dios olvidamé después

O Andarilho

Eu que fui do amor ave de passagem
Eu que fui borboleta de mil flores
Hoje sinto a saudade dos teus braços
Daqueles teus olhões
Daqueles teus amores
Nem correntes nem lágrimas me prenderam
Mas hoje quero a calma e o sossego
Perdoa minha demora, eu te imploro
Perdoa ao andarilho
Que hoje te oferece o coração
Há ausências que triunfam
E a nossa triunfou
Amemo-nos agora com a paz
Que em outro tempo nos faltou
E quando eu morrer, nem luz nem choro
Nem luto nem nada mais
Aqui junto à minha cruz, só quero paz.
Só teu coração, se me negas teu amor
Buscarei em outros lábios
A força do teu calor
E em silêncio dirás uma oração
E por Deus, esquece de mim depois.

Composição: Alvaro Carrillo