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Moinhos

Bülent Ortaçgil

Deðirmenler

Zaman Düþer Ellerimden Yere
Oradan Tahta Boþa
Saatler Çalýþýr, Ýzinsiz
Hep Bir Sonraya
Resimler Sarý Güneþsizlikten
Duygular Deðiþir
Dostlar Daðýlýr Dört Bir Yana
Kendi Yollarýna
Ve Sen, Ben Deðirmenlere Karþý
Bile Bile Birer Yitik Savaþçý
Akarýz Dereler Gibi, Denizlere
Belki de En Güzeli Böyle
Sen, Ben Deðirmenlere Karþý
Uçurtma Uçar Sözlüðümden
Geri Gelmeyecek Bir Kuþtur
Yaþanmamýþ Kýrýntýlar, Sadece Bir Düþ
Zaman Düþer

Moinhos

O tempo escorrega das minhas mãos
Cai em um vazio
Os relógios funcionam, sem parar
Sempre em um depois
As fotos estão sem o sol
As emoções mudam
Os amigos se dispersam por aí
Cada um em seu caminho
E você, eu, contra os moinhos
Sabendo que somos guerreiros perdidos
Como rios que correm para o mar
Talvez a melhor forma seja assim
Você, eu, contra os moinhos
A pipa voa do meu dicionário
É um pássaro que não vai voltar
Feridas não vividas, apenas um sonho
O tempo escorrega.

Composição: