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Gotas

Buty

Curky

Divam se z okna, jak prsi dest.
Louze jsou vetsi a vetsi a vetsi.
Uz nejsou louze, jsou drobne curky
a strouhy kalne tecou do kanalu.
Co je mi divny,
je to, ze bracha je klidny.

Pribyva vody, cim vice prsi.
Hladinu zveda silny proud deste.
Kanaly nejsou, vody je fura,
ted by sel ven jenom blazen.
Co je mi divný,
je to, ze bracha je klidny.

Prsi a prsi a prsi a prsi,
blyska se, blyska se, blyska se, blyska,
vlhko se tlaci do prvniho patra.
Ted me to trklo, dostal jsem napad:
neni mi divny,
ze bracha je klidny -
on to totiz musel vedet.

Curky,
curky,
curky,
curky.

Gotas

Olho pela janela, como chove lá fora.
As poças estão maiores, cada vez maiores.
Já não são poças, são pequenas gotinhas
E os riachos turvos descem para o bueiro.
O que me estranha,
é que meu irmão está calmo.

A água aumenta, quanto mais chove.
A superfície sobe com a forte corrente da chuva.
Não há bueiros, a água está por toda parte,
agora só um maluco sairia lá fora.
O que me estranha,
é que meu irmão está calmo.

Chove e chove e chove e chove,
relampeja, relampeja, relampeja, relampeja,
o mofo invade o primeiro andar.
Agora me toquei, tive uma ideia:
não é estranho pra mim,
que meu irmão está calmo -
ele deve ter sabido.

Gotas,
gotas,
gotas,
gotas.

Composição: