O poeta escreveu, profetizando em versos
Parece que ele sabia, o futuro do universo
Homem sem pudor nenhum, a natureza destruindo
Eles querem ser os donos da regência do destino
A natureza em fúria já mandou sua resposta
De um extremo pro outro que o povo já não suporta
Tem vez que o sol é tão quente, que chega rachar a terra
Noutro dia é a enchente, que vem derretendo a serra
Os leitos dos nossos rios são esgoto a céu aberto
Ninguém assume o pecado, o errado diz que é certo
O povo culpa o governo e ele, por sua vez
Continua poluindo e nunca assume o que fez
Na corrida pelo ouro, vai matando e vai queimando
O tal de desmatamento todo dia aumentando
O posseiro diz que o índio está provocando guerra
Ele é o verdadeiro dono, só quer proteger a terra
Meu planeta azul, que agora chora
Defender a terra tem que ser agora
Meu planeta azul, que agora chora
Defender a terra tem que ser agora