Vista assim do alto
Mais parece um céu no chão
Sei lá
Em Mangueira a poesia feito um mar, se alastrou
E a beleza do lugar
Pra se entender tem que se achar
Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar
Sei lá não sei
Sei lá não sei
Não sei se toda beleza de que lhes falo
Sai tão somente do meu coração
Em Mangueira a poesia
Num sobe e desce constante
Anda descalça ensinando
Um modo novo da gente viver
De cantar, de sonhar, de sofrer
Sei lá não sei, sei lá não sei não
A Mangueira é tão grande
Que nem cabe explicação
Sei lá não sei, sei lá não sei não
A Mangueira é tão grande
Que nem cabe explicação
Me leva que eu vou, sonho meu
Atrás da Verde e Rosa só não vai quem já morreu
Me leva que eu vou, sonho meu
Atrás da Verde e Rosa só não vai quem já morreu
Quem me chamou? Mangueira
Chegou a hora, não dá mais pra segurar
Quem me chamou? Chamou pra sambar
Não mexe comigo, eu sou a menina de Oyá, oh
Não mexe comigo, eu sou a menina de Oyá
Chegou oh, oh, oh, a Mangueira chegou
Chegou oh, oh, oh, a Mangueira chegou
Chegou oh, oh, oh, a Mangueira chegou
Composição: Hermínio Bello de Carvalho, David Correa, Paulinho Carvalho, Bira do Ponto, Carlos Sena, La, Paulo Cesar Baptista de Faria, Alexandre Augusto Panzoldo, Braz Almyr Tartarone Filho, Carlos Eduardo Zugliani de Sa