Desencuentro
Estás desorientao, y no sabés
que trole hay que tomar
para seguir,
y en éste desencuentro con la fe
querés cruzar el mar
y no podés.
La araña que salvaste te picó,
que vas a hacer,
y el hombre que ayudaste te hizo mal
dale nomás,
y todo el carnaval, gritando pisoteó
la mano fraternal, que Dios te dio.
¡Qué desencuentro!
Si hasta Dios está lejano,
llorás por dentro,
todo es cuento, todo es vil,
en un corso a contramano
un grupí trampeó a Jesús
no te fíes ni de tu hermano
se te cuelgan de la cruz.
Quisiste con ternura
y el amor te devoró
de atrás hasta el riñón,
se rieron de tu abrazo
y ahí nomás
te hundieron con rencor
todo el arpón.
Amargo desencuentro
porque ves que es al revés
creíste en la honradez
y en la moral, ¡qué estupidez!,
por eso en tu mortal
fracaso de vivir,
ni el tiro del final,
te va a salir.
Desencontro
Você tá perdido, e não sabe
que caminho pegar
pra seguir,
e nesse desencontro com a fé
quer cruzar o mar
e não consegue.
A aranha que você salvou te picou,
o que você vai fazer,
e o homem que você ajudou te fez mal
dá-lhe, vai em frente,
e todo o carnaval, gritando, pisoteou
a mão fraternal que Deus te deu.
Que desencontro!
Se até Deus tá distante,
você chora por dentro,
tudo é história, tudo é vil,
em um corso na contramão
groupie enganou Jesus
não confie nem no seu irmão
eles se penduram na cruz.
Você quis com ternura
e o amor te devorou
do fundo até o rim,
iram do seu abraço
e logo em seguida
te afundaram com rancor
todo o arpão.
Amargo desencontro
porque você vê que é ao contrário
acreditou na honestidade
e na moral, que burrice!,
por isso no seu mortal
fracasso de viver,
nem o tiro final,
te vai salvar.
Composição: Ovidio Catulo Gonzalez Castillo / Aníbal Troilo