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Não Sei Que Porra Me Acontece Hoje (ou 'Descanse em Paz')

Camila Benson

No Sé Qué Coño Me Pasa Hoy (o 'descansa En Paz')

No sé qué coño me pasa hoy
que no consigo saber quién soy
ni cómo vine ni dónde estoy, estoy, estoy.

No encuentro el aire para el pulmón,
tampoco escucho mi corazón,
reposo sobre un duro colchón, colchón, colchón.

Me abraza una oscuridad total,
algo en la boca me sabe mal,
siento en el cuerpo un frío glacial, glacial, glacial.

Algo impide que me mueva,
un vacío sepulcral,
mi cuerpo con vida
descansa en paz, descansa en paz...

Tengo dos manos y una nariz,
junto a la ceja una cicatriz,
al despertar me siento feliz, feliz, feliz.

De pronto toda la habitación
en un instante se hace prisión,
urgentemente salgo al balcón, balcón, balcón.

La calle abajo es un gran ciempiés
que me convida a andar al revés
y yo no logro encontrar los pies, los pies, los pies.

Não Sei Que Porra Me Acontece Hoje (ou 'Descanse em Paz')

Não sei que porra me acontece hoje
que não consigo saber quem sou
nem como vim nem onde estou, estou, estou.

Não encontro ar para o pulmão,
também não escuto meu coração,
repouso sobre um colchão duro, colchão, colchão.

Uma escuridão total me abraça,
algo na boca me deixa mal,
sinto no corpo um frio glacial, glacial, glacial.

Algo impede que eu me mova,
um vazio sepulcral,
meu corpo com vida
descanse em paz, descanse em paz...

Tenho duas mãos e um nariz,
junto à sobrancelha uma cicatriz,
al despertar me sinto feliz, feliz, feliz.

De repente, todo o quarto
em um instante se torna prisão,
urgentemente saio para o balcão, balcão, balcão.

A rua lá embaixo é um grande centopeia
que me convida a andar ao contrário
e eu não consigo encontrar os pés, os pés, os pés.