Quién Eres Tú?
De qué espacio sideral desconocido,
de qué tiempo que ya fue o aún no ha sido,
de qué lluvia de planetas has caído
proclamando un "aquí estoy porque he venido"...
Que aunque no se trate de pedir permiso
por pisar el mismo vértigo que piso,
no se apunta a un corazón sin previo aviso
tan de pronto y disparando tan preciso...
Quién eres tú...
Quién eres tú,
Prodigio o vudú...
Quién eres tú
ensueño o tabú...
quién eres tú...
Cuando ya no queda más que ese momento
en que comienza a repetirse el argumento,
apareces de repente, con el cuento
de que no hay historias... sólo sentimientos
y me invades con palabras como besos
inundándome con pájaros, los sesos
Qué difícil intentar salir ilesos
de esta magia en la que nos hallamos presos...
Te aseguro que no quiero hacerme el fuerte,
en todo caso me da pánico creerte...
No sé si eres el presagio de la Suerte
o, al contrario, vienes a darme la muerte
pero seas agua turbia o aguanieve,
cómo no beber cuando me dices: "bebe"...
que la sed se va apagando y es más breve
al tiempo que pasan los años... y no llueve
Quem É Você?
De que espaço sideral desconhecido,
de que tempo que já foi ou ainda não foi,
de que chuva de planetas você caiu
proclamando um "aqui estou porque vim"...
Que embora não se trate de pedir licença
por pisar o mesmo vertigem que piso,
não se mira um coração sem aviso prévio
tão de repente e disparando tão preciso...
Quem é você...
Quem é você,
Prodígio ou vodu...
Quem é você
sonho ou tabu...
quem é você...
Quando já não sobra mais que esse momento
em que começa a se repetir o enredo,
apareces de repente, com a história
de que não há histórias... só sentimentos
e me invade com palavras como beijos
inundando-me com pássaros, os miolos
Que difícil tentar sair ileso
dessa magia na qual estamos presos...
Te asseguro que não quero me fazer de forte,
em todo caso me dá pânico acreditar em você...
Não sei se você é o presságio da Sorte
ou, ao contrário, vem me dar a morte
mas seja água turva ou neve derretida,
como não beber quando me diz: "beba"...
que a sede vai se apagando e é mais breve
à medida que os anos passam... e não chove.