De onde vem o assovio?
Minha avó diz que ouviu!
A percutida que vibra a mata
Um braseiro que acende o chão
A visagem, curumim caba!
"Lambir" de fogo da criação
De onde vem o assovio?
(De onde vem?) (de onde vem o assovio?)
De onde vem o assovio? (Ele sorriu!)
Seus olhos percorrem os rios
(Ele sorriu!) harpias que vigiam o céu
(Ele sorriu!) urutau de canto sombrio
(Ele sorriu!) onça preta, bote cruel (aaaw)
É verso na bruma da noite
No encante dessas matas
Por onde ele passa (ele sorri)
Vigia os ninhos
Reflora a esperança enraizada
No broto que guarda
Teu assobio, teu assobio
Quando o ferro esmaga, corrompe e deforma
Rasga a mata viva o “monstro correntão”
Quando o angelim aprisionado chora
Teus pés em remoinho formarão a assombraçã
(Assombração! Assombração!)
Dente verde mascando petynguá
Aura de fogo, fumo a levitar
Mboitatá riscando o escuro
Yby'ẽra pronta pra despertar
Dente verde mascando petynguá
Aura de fogo, fumo a levitar
Mboitatá riscando o escuro
Yby'ẽra pronta pra despertar
Fogo de curupira! Rá-rá-rá
Fogo de curupira! Rá-rá-rá-ah
Fogo de curupira! Rá-rá-rá
Fogo de curupira! Rá-rá-rá-ah
Bota pra correr! Bota… Pra correr!
Fogo de curupira! Rá-rá-rá
Fogo de curupira! Rá-rá-rá-ah
Fogo de curupira!, rá-rá-rá
Fogo de curupira! Rá-rá-rá-ah
Bota pra correr! Bota… Pra correr!
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Fogo de curupira! Rá-rá-rá
Composição: Ronaldo Barbosa, Ronaldo Barbosa Jr.