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Ninguém para lembrar

Carla Olson

Not a Soul To Remember

Been over two scores plus ten
Since the last wedding gown
No fortune and no fame
Was ever born of this town
No glorious tales of moving out west
The weeds and the wild seeds
Are the only crops left
Never a tear shed
And not a soul to remember

Been over two scores plus ten
Since the last child was born
The fabric here is frayed
Moth-eaten and torn
Railroad ties and tracks overgrown
Truck stops and motels with vacancy shown
Never a tear shed
And not a soul to remember

Neither church bells or town halls
Ring with a-calling
Never the echo of loving or brawling
Never a tear shed
And not a soul to remember

Been over two scores plus ten
Since the lake’s been waded
Rotted woods, fallen windows
And pictures past faded
Silent streets that were once
Horse-carriage ridden, walked bicycled
Cross roads all dead ended
Never a tear shed
And not a soul to remember

Ninguém para lembrar

Passaram mais de duas dezenas e dez anos
Desde o último vestido de noiva
Nenhuma fortuna e nenhuma fama
Nasceu desta cidade
Nenhuma história gloriosa de se mudar para o oeste
As ervas daninhas e as sementes selvagens
São as únicas colheitas restantes
Nunca uma lágrima derramada
E ninguém para lembrar

Passaram mais de duas dezenas e dez anos
Desde o último nascimento de uma criança
O tecido aqui está desgastado
Comido por traças e rasgado
Trilhos de trem e trilhos cobertos de vegetação
Paradas de caminhão e motéis com vagas disponíveis
Nunca uma lágrima derramada
E ninguém para lembrar

Nem sinos de igreja nem prefeituras
Soam chamando
Nunca o eco de amor ou brigas
Nunca uma lágrima derramada
E ninguém para lembrar

Passaram mais de duas dezenas e dez anos
Desde que o lago foi atravessado
Madeiras podres, janelas caídas
E fotos desbotadas do passado
Ruas silenciosas que antes
Eram percorridas por carruagens puxadas por cavalos, caminhadas de bicicleta
Cruzamentos todos sem saída
Nunca uma lágrima derramada
E ninguém para lembrar

Composição: Carla Olson, Saul Davis