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Burro Na Sombra

Carlos e Cambuy

Já tomei o meu roçar botei fogo já queimei
Retirei todos os tocos e o arado já passei
Reuni a vizinhança para fazer um mutirão
Gente de todos os cantos com a plantadeira na mão
Com semente na capanga na garupa eu levei
E cabaça cheia d'água numa sombra eu encostei

Semente foi para terra e o Sol se fechou
Depois de tudo tombo Deus água mandou
A chuva lentamente encharcou o chão
Pegando a esperança do meu coração
Relâmpagos no céu barulho de trovão
Semente germinando e calo nas mãos
Alegria no peito lavrador sentiu
De ver felicidade Deus até sorriu

Eu dei minha safra inteira no lombo de animal
Pouco a pouco enchi a tulha no fundo do meu quintal
E o resto da colheita com os vizinhos eu troquei
Em troca de porco e boi prejuízo não levei
Mais um ano de fartura eu você e o vive bem
Vou pôr um burro na sombra e esperar o ano que vem

Semente foi para terra e o Sol se fechou
Depois de tudo tombo Deus água mandou
A chuva lentamente encharcou o chão
Pegando a esperança do meu coração
Relâmpagos no céu barulho de trovão
Semente germinando e calo nas mãos
Alegria no peito lavrador sentiu
De ver felicidade Deus até sorriu

Composição: Fátima Leão / Alexandre / Netto