Tu Pálida Voz (part. Mario Pomar)
Te oí decir, adiós, adiós
Cerré los ojos y oculté el dolor
Sentí tus pasos cruzando la tarde
Y no te atajaron mis manos cobardes
Mi corazón lloró de amor
Y en silencio resonó tu voz
Tu voz querida, lejana y perdida
Tu voz que era mía
Tu pálida voz
En las noches desoladas
Que sacude el viento
Brillan las estrellas frías
Del remordimiento
Y me engaño que habrás
De volver otra vez
Desandando el olvido y el tiempo
Siento que tus pasos vuelven
Por la senda amiga
Oigo que me nombra llena
De mortal fatiga
Para que si ya sé
Que es inútil mi afán
Nunca, nunca vendrás
Sua Pálida Voz (part. Mario Pomar)
Te ouvi dizer, adeus, adeus
Fechei os olhos e escondi a dor
Senti seus passos cruzando a tarde
E minhas mãos covardes não te seguraram
Meu coração chorou de amor
E em silêncio ecoou sua voz
Sua voz querida, distante e perdida
Sua voz que era minha
Sua pálida voz
Nas noites desoladas
Que o vento agita
Brilham as estrelas frias
Do remorso
E me engano achando que você
Vai voltar outra vez
Desfazendo o esquecimento e o tempo
Sinto que seus passos voltam
Pela trilha amiga
Ouço que me chama cheia
De mortal cansaço
Pra que se já sei
Que é inútil meu desejo
Nunca, nunca virá