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Sua Pálida Voz (part. Mario Pomar)

Carlos di Sarli

Tu Pálida Voz (part. Mario Pomar)

Te oí decir, adiós, adiós
Cerré los ojos y oculté el dolor
Sentí tus pasos cruzando la tarde
Y no te atajaron mis manos cobardes

Mi corazón lloró de amor
Y en silencio resonó tu voz
Tu voz querida, lejana y perdida
Tu voz que era mía
Tu pálida voz

En las noches desoladas
Que sacude el viento
Brillan las estrellas frías
Del remordimiento

Y me engaño que habrás
De volver otra vez
Desandando el olvido y el tiempo

Siento que tus pasos vuelven
Por la senda amiga
Oigo que me nombra llena
De mortal fatiga

Para que si ya sé
Que es inútil mi afán

Nunca, nunca vendrás

Sua Pálida Voz (part. Mario Pomar)

Te ouvi dizer, adeus, adeus
Fechei os olhos e escondi a dor
Senti seus passos cruzando a tarde
E minhas mãos covardes não te seguraram

Meu coração chorou de amor
E em silêncio ecoou sua voz
Sua voz querida, distante e perdida
Sua voz que era minha
Sua pálida voz

Nas noites desoladas
Que o vento agita
Brilham as estrelas frias
Do remorso

E me engano achando que você
Vai voltar outra vez
Desfazendo o esquecimento e o tempo

Sinto que seus passos voltam
Pela trilha amiga
Ouço que me chama cheia
De mortal cansaço

Pra que se já sei
Que é inútil meu desejo

Nunca, nunca virá

Composição: Homero Manzi