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As de Papelão

Carlos Gardel

As de Carton

Contando sus proezas en un boliche
Un guapo que de grupo se hizo cartel
A giles engrupía pa' chupar de ojo
Con famosas hazañas que no eran de él
Conocedor de frases y de modales
De la jerga fulera del arrabal
Les contaba combates fenomenales
En que siempre jugaba rol principal

Pero cayó una noche un veterano
Cuando éste hacía los cuentos de folletín
Y arrancó la careta al falso guapo
Dejándole la propia de malandrín
Vos cebabas el mate en una timba
Que en la cueva tenía Don Melitón
Y fuiste mandadero 'e los cafiolos
Y venís áhora a contarla de gran matón

Te llamaban el ganso porque de otario
Tenías bien ganada la credencial
Y tu chanza mejor fue aquel prontuario
Por ladrón de gallinas en un corral
Y a rematar la suerte cayó al boliche
La mujer del famoso as de cartón
Y diciéndole fiera, rajá pa' adentro
Bárreme bien la pieza! Cuidá el buyón

Y el que contaba sus hazañas entre infelices
De reñidas peleas que dominó
Murmurando entre dientes refunfunea
Ya no habemos más guapos, viejo
¿Qué le vash a hacher?
¡Todo acabó!

As de Papelão

Contando suas proezas em um bar
Um cara que de grupo virou cartel
Enganava os otários pra dar uma olhada
Com histórias famosas que não eram dele
Conhecedor de frases e de modos
Da gíria vagabunda do subúrbio
Contava combates fenomenais
Em que sempre tinha o papel principal

Mas caiu uma noite um veterano
Quando ele contava as histórias de folhetim
E arrancou a máscara do falso machão
Deixando a dele de malandro
Você preparava o mate em uma jogatina
Que na caverna tinha o Don Melitón
E você era o mensageiro dos cafiolos
E agora vem contar que é um grande matador

Te chamavam de ganso porque de otário
Você tinha bem ganhada a credencial
E sua piada melhor foi aquele prontuário
Por ladrão de galinhas em um galinheiro
E pra finalizar a sorte caiu no bar
A mulher do famoso as de papelão
E dizendo pra ele, entra logo
Limpa bem o lugar! Cuidado com o buyón

E o que contava suas proezas entre infelizes
De brigas acirradas que dominou
Murmurando entre dentes resmunga
Já não temos mais machos, velho
O que você vai fazer?
Tudo acabou!

Composição: J. M. González Prado / L.Viapiana / R. Aubriot Barboza