395px

Passeio de Julho

Carlos Gardel

Paseo de Julio

Paseo de julio, tu vieja recova
Recuerda otras horas que no olvidé.
Sembraron ropas en tu vereda
Y en tus agencias pusieron miel.

Paseo de julio, saludo primero
De los forasteros que alegres van.
Rudos sus cuerpos como el acero
Buscando tierras que trabajar.

Y en esos café.ines, guardados entre sombras,
Soñaba un buen muchacho que quiso de verdad.
Y al son de los violines rimaba allí sus coplas,
Bebiendo a cada rato los sorbos de su mal.

Recuerdo que una noche muy pálido decía:
No sé qué hay en mi pecho, me falla el corazón.
Y aquella misma noche la novia que tenía
De un trazo había deshecho su dicha, su ilusión.

Paseo de julio, tu vieja recova
Recuerda otras horas que yo olvidé.
Sembraron ropas en tu vereda
Y en tus agencias pusieron miel.

Paseo de julio, saludo primero
De los forasteros que alegres van.
Rudos sus cuerpos como el acero
Buscando tierras que trabajar.

Tus arcos como un puente que pesan por sus años,
Tus luces de colores, tiraron mi ansiedad
Y así al pasar enfrente de aquél café el muchacho
Se me cruzaba entonces y quise preguntar.

Yo vi en la misma mesa que aquél siempre ocupaba
Un marínero amigo, que fijo me miró.
Y cuando la cerveza sus labios ya mojaba
Me dijo: fui testigo, murió el pobre de amor.

Passeio de Julho

Passeio de julho, sua velha cobertura
Lembra de outras horas que não esqueci.
Plantaram roupas na sua calçada
E nas suas agências colocaram mel.

Passeio de julho, saudação inicial
Dos forasteiros que vão alegres.
Corpos rudes como o aço
Buscando terras pra trabalhar.

E nesses cafés, guardados entre sombras,
Sonhava um bom rapaz que queria de verdade.
E ao som dos violinos rimava ali suas canções,
Bebendo a cada instante os goles do seu mal.

Lembro que uma noite, muito pálido, dizia:
Não sei o que há no meu peito, meu coração falha.
E naquela mesma noite, a namorada que tinha
Desfez em um traço sua felicidade, sua ilusão.

Passeio de julho, sua velha cobertura
Lembra de outras horas que eu esqueci.
Plantaram roupas na sua calçada
E nas suas agências colocaram mel.

Passeio de julho, saudação inicial
Dos forasteiros que vão alegres.
Corpos rudes como o aço
Buscando terras pra trabalhar.

Seus arcos como uma ponte que pesam pelos anos,
Suas luzes coloridas, aliviaram minha ansiedade
E assim, ao passar em frente àquele café, o rapaz
Se cruzava comigo e eu quis perguntar.

Eu vi na mesma mesa que ele sempre ocupava
Um marinheiro amigo, que me olhou fixo.
E quando a cerveja já molhava seus lábios
Ele disse: fui testemunha, o pobre morreu de amor.

Composição: Emilio Augusto Oscar Fresedo