Amigazo
Una nube en los ojos
me vino como un flechazo,
y en mi rencor, amigazo,
entero yo me jugue;
quiso el maula reirse
manchando mi frente honrada
y por tan mala jugada
sin compasión lo achure.
Amigazo, fue una noche,
que en mi mente llevo escrita...
Una tierna vidalita
a la hereje desperto.
Yo, que en el secreto estaba,
puse fin a mi venganza
cuando vi al cantor aquel (1)
que a los labios de la infiel
como abrojo se prendio.
Los celos senti,
tantie mi facon,
y luego, a lo gaucho,
le abri el corazón.
Y desde entonces...
mi alma va errabunda
atada a la coyuna
de aquel doliente amor.
Chupemos juntos...
quiero olvidar, sonriendo,
el hoyo que esta abriendo
la chuza del dolor.
Amigão
Uma nuvem nos olhos
me pegou como um tiro,
e na minha raiva, amigão,
me entreguei de corpo e alma;
quis o malandro rir-se
manchando minha honra
e por essa jogada ruim
sem compaixão eu o acertei.
Amigão, foi uma noite,
que na minha mente ficou gravada...
Uma doce melodia
que a herege despertou.
Eu, que estava em segredo,
coloquei fim à minha vingança
quando vi aquele cantor (1)
que aos lábios da infiel
como espinho se prendeu.
Senti ciúmes,
peguei minha faca,
e então, à moda gaúcha,
abri meu coração.
E desde então...
minha alma vai errante
presa à tristeza
desse amor dolorido.
Vamos beber juntos...
quero esquecer, sorrindo,
o buraco que está abrindo
a lança da dor.
Composição: Francisco Brancatti / Juan de Dios Filiberto