395px

Patotero Sentimental

Carlos Gardel

Patotero Sentimental

Patotero, rey del bailongo
patotero sentimental,
escondes bajo tu risa
muchas ganas de llorar.

Ya los años se van pasando,
y en mi pecho no entra un querer,
en mi vida tuve muchas, muchas minas,
pero nunca una mujer...

Cuando tengo dos copas de mas,
en mi pecho comienza a surgir,
el recuerdo de aquella fiel mujer
que me quiso de verdad y que ingrato abandone...

De su amor, me burle sin mirar,
que pudiera sentirlo después,
sin pensar que los años al correr
iban crueles a amargar a este rey del cabaret.

Pobrecita como lloraba
cuando ciego la eche a rodar,
la patota me miraba, y ...
no es de hombre el aflojar.

Patotero, rey del bailongo
siempre de ella te acordaras
hoy reís, pero en tu risa,
solo hay ganas de llorar.

Patotero Sentimental

Patotero, rei do bailão
patotero sentimental,
escondes sob seu sorriso
muitas vontades de chorar.

Os anos vão passando,
e no meu peito não cabe um querer,
na minha vida tive muitas, muitas minas,
mas nunca uma mulher...

Quando eu tô com duas a mais,
no meu peito começa a surgir,
o lembrança daquela mulher fiel
que me amou de verdade e que ingrato abandonei...

Do seu amor, eu me zoei sem pensar,
que poderia sentir isso depois,
sendo que os anos ao passar
iam cruéis amargurar esse rei do cabaré.

Pobrezinha, como chorava
quando cego a joguei pra rolar,
a patota me olhava, e...
não é coisa de homem vacilar.

Patotero, rei do bailão
sempre dela você vai lembrar
hoje você ri, mas no seu sorriso,
só há vontade de chorar.

Composição: M. Romero / M. Joves