Almagro
Como recuerdo, barrio querido,
aquellos tiempos de mi niñez...
Eres el sitio donde he nacido
y eres la cuna de mi honradez.
Barrio del alma, fue por tus calles
donde he gozado mi juventud.
Noches de amor vivi;
con tierno afan soñe,
y entre tus flores
también llore...
Que triste es recordar!
Me duele el corazón...
Almagro mio,
que enfermo estoy!
Almagro, Almagro de mi vida,
tu fuiste el alma de mis sueños...
Cuantas noches de luna y de fe,
a tu amparo yo supe querer...
Almagro, gloria de los guapos;
lugar de idilios y poesia,
mi cabeza la nieve cubrio;
ya se fue mi alegria
como un rayo de sol.
El tiempo ingrato doblo mi espalda
y a mi sonrisa le dio frialdad...
Ya soy un viejo, soy una carga,
con muchas dudas y soledad.
Almagro mio, todo ha pasado;
quedan cenizas de lo que fue...
Amante espiritual
de tu querer sin fin,
donde he nacido
he de morir.
Almagro, dulce hogar,
te dejo el corazón
como un recuerdo de mi pasión.
Almagro
Como eu me lembro, bairro querido,
naqueles tempos da minha infância...
Você é o lugar onde nasci
e é o berço da minha honestidade.
Bairro da alma, foi por suas ruas
que aproveitei minha juventude.
Noites de amor vivi;
com carinho sonhei,
e entre suas flores
também chorei...
Que triste é recordar!
Me dói o coração...
Almagro meu,
como estou doente!
Almagro, Almagro da minha vida,
você foi a alma dos meus sonhos...
Quantas noites de lua e de fé,
ao seu abrigo eu soube amar...
Almagro, glória dos bonitões;
lugar de idílios e poesia,
minha cabeça cobriu de neve;
já se foi minha alegria
como um raio de sol.
O tempo ingrato curvou minha coluna
e deu frieza ao meu sorriso...
Já sou um velho, sou um peso,
com muitas dúvidas e solidão.
Almagro meu, tudo passou;
ficam cinzas do que foi...
Amante espiritual
do seu amor sem fim,
donde nasci
e hei de morrer.
Almagro, doce lar,
te deixo meu coração
como uma lembrança da minha paixão.
Composição: A. TEMARNI / V. SAN LORENZO