Virgencita de Pompeya
Virgencita de Pompeya
Nacida en el barrio turbio
Como una flor del suburbio
Que embelleció al arrabal
Te llevo siempre en mi pecho
De malevo y de compadre
Porque te colgó mi madre
Defendiéndome del mal
Me basta que tu recuerdo
Acaricie mi memoria
Para vivir en la gloria
De una suprema emoción
Compañera de mis noches
De bohemio emperdenido
Que estás sintiendo el latido
De mi criollo corazón
Desde Palermo, a Barracas
De Puente Alsina a Pompeya
Nadie se paró en mi huella
Ni se burló de mi fe
Y en mis horas de tristeza
Por muy hombre y muy derecho
Te saqué desde mi pecho
Y a escondidas, te besé
Medallita de los pobres
Bendita señora mía
Puesta por Dios como guía
Para aliviar mi dolor
Cuántas veces descansaste
Sobre aquel pecho querido
De una mujer que no olvido
Porque a tu lao' palpitó
Las vueltas que me he jugado
Por no dejar de ser hombre
Cuando evocaba tu nombre
Al fallarme el corazón
¿Y te acordás, Virgencita
La noche en que Pancho Almada
Me tiró una puñalada
Y le rompiste el facón?
Virgencita de Pompeya
Que no conocés el Centro
Pero que estás tan adentro
En el alma nacional
Te llevo siempre conmigo
En mi vida de compadre
Porque sos como una madre
Que me defiende del mal
Virgencita de Pompeya
Virgencita de Pompeya
Nascida no bairro sombrio
Como uma flor do subúrbio
Que embelezou o arrabal
Te levo sempre no meu peito
De malandro e de camarada
Porque minha mãe te pendurou
Me defendendo do mal
Basta que tua lembrança
Acaricie minha memória
Pra eu viver na glória
De uma emoção suprema
Companheira das minhas noites
De boêmio empedernido
Que sente o batido
Do meu coração crioulo
De Palermo a Barracas
De Puente Alsina a Pompeya
Ninguém parou na minha trilha
Nem zombou da minha fé
E nas horas de tristeza
Por mais homem e reto que eu seja
Te tirei do meu peito
E escondido, te beijei
Medalhinha dos pobres
Bendita senhora minha
Colocada por Deus como guia
Pra aliviar minha dor
Quantas vezes descansaste
Sobre aquele peito querido
De uma mulher que não esqueço
Porque ao teu lado palpitou
As voltas que eu joguei
Por não deixar de ser homem
Quando evocava teu nome
Ao falhar meu coração
E você se lembra, Virgencita
Na noite em que Pancho Almada
Me deu uma facada
E você quebrou o facão?
Virgencita de Pompeya
Que não conhece o Centro
Mas que está tão dentro
Da alma nacional
Te levo sempre comigo
Na minha vida de camarada
Porque você é como uma mãe
Que me defende do mal
Composição: E. P. Maroni, F. Scolatti Almeida