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E Você Ria Como Louca

Carlos Gardel

Y Reías Como Loca

Yo te vi mujer aquella noche
En el turbio bodegón de la ribera
Entregarte de lleno tal cual eras
A los tristes bandoneones del suburbio
Que en un tango lloraban sus amores

Yo te vi mujer aquella noche
Más pálida que nunca
Más triste y ojerosa
Y vi que tu vida estaba trunca
Y que quemabas tus alas de linda mariposa

Y no sé mujer porque
Si de coqueta o nerviosa
De rara o vanidosa
Reías y reías como loca
Y sin darte cuenta tú
Que del tango su agonía
Ibas llevando en su triste melodía
El alma enferma de tu vida rota

Oh mujer que aquella noche
En el turbio bodegón de la ribera
Reías y reías como loca
Sin saber que tu vida estaba rota
Y que los tristes bandoneones del suburbio
Tocaban quizás tu último tango

E Você Ria Como Louca

Eu te vi, mulher, naquela noite
No bar escuro da beira do rio
Te entregando de corpo e alma, como você era
Aos tristes bandoneons do subúrbio
Que em um tango choravam seus amores

Eu te vi, mulher, naquela noite
Mais pálida do que nunca
Mais triste e com olheiras
E vi que sua vida estava truncada
E que você queimava suas asas de linda borboleta

E não sei, mulher, por quê
Se por ser coquete ou nervosa
Estranha ou vaidosa
Você ria e ria como louca
E sem perceber, você
Que do tango sua agonia
Levava na sua triste melodia
A alma doente da sua vida quebrada

Oh, mulher, que naquela noite
No bar escuro da beira do rio
Você ria e ria como louca
Sem saber que sua vida estava despedaçada
E que os tristes bandoneons do subúrbio
Tocavam talvez seu último tango

Composição: E. Pereyra, J.a. Ferreira