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Resistência

Carolina Bessolo

Resistencia

Soy ese clamor desesperado de una madre
Soy sangre derramada en las manos de un cobarde
Soy fuerzas que se unen en un cordón humano
Vengo de todos lados soy el pueblo boliviano

Soy pies del campesino, las manos del obrero
Soy voz de la conciencia que la vida está primero
Soy grito de la juventud, soy ciencia, soy cultura
Memoria que no quiere revivir la dictadura

No soy una bandera, soy quien le da sentido
Soy la voz que quisiste silenciar, la del caído
Soy arte que protesta, un pueblo que resiste
Con palos y pititas de los que te reíste

Tus armas son el odio, terror y metralleta
Disfrazas tu mentira en una papeleta
Y aunque ya callaste la voz de tu conciencia
Yo no voy a parar porque yo soy la resistencia

Soy generación de paz, la excepción de tu regla
Y si te estorbo te adelanto con dinero no se arregla
Soy los mismos niños que ayer te vimos entrar
Somos los hombres y mujeres que te vamos a sacar

Soy el trabajo de mi tierra llanos, valles y altiplano
Explotada y repartida por la angurria de un tirano
Soy creyente cansado de poner la otra mejilla
Pero hay líderes de pie, y nunca un pueblo de rodillas

Soy el que te apoyaba y ahora no te respalda
Soy todos inocentes que cargas sobre tu espalda
En tu papel de víctima a tu gente le mentiste
En el que ayer odiabas hoy te convertiste

Tus armas son el odio, terror y metralleta
Disfrazas tu mentira en una papeleta
Y aunque ya callaste la voz de tu conciencia
Yo no voy a parar porque yo soy la resistencia

Soy un bosque en llamas, fauna y flora en emergencia
Soy un bombero voluntario que llora de impotencia
Ahora nadie se rinde, ya no existe el no puedo
Nos quitaste tanto, que hasta nos quitaste el miedo

Con disfraz de democracia, te pusiste la careta
Pisoteaste nuestro voto y ese voto se respeta
Y hoy salimos a las calles, Bolivia está despierta
Y no vamos a callar porque somos resistencia

Resistência

Sou o clamor desesperado de uma mãe
Sou sangue derramado nas mãos de um covarde
Sou forças que se unem em um cordão humano
Venho de todos os lados, sou o povo boliviano

Sou os pés do camponês, as mãos do operário
Sou voz da consciência que a vida está em primeiro lugar
Sou o grito da juventude, sou ciência, sou cultura
Memória que não quer reviver a ditadura

Não sou uma bandeira, sou quem dá sentido
Sou a voz que você quis silenciar, a do caído
Sou arte que protesta, um povo que resiste
Com paus e cordões dos quais você riu

Tuas armas são o ódio, terror e metralhadora
Disfarças tua mentira em uma cédula
E mesmo que tenhas calado a voz de tua consciência
Eu não vou parar porque eu sou a resistência

Sou geração de paz, a exceção de tua regra
E se te incomodo, com dinheiro não se resolve
Sou as mesmas crianças que ontem te vimos entrar
Somos os homens e mulheres que vamos te tirar

Sou o trabalho de minha terra, planícies, vales e altiplano
Explorada e dividida pela ganância de um tirano
Sou crente cansado de oferecer a outra face
Mas há líderes de pé, e nunca um povo de joelhos

Sou aquele que te apoiava e agora não te respalda
Sou todos os inocentes que carregas em tuas costas
Em teu papel de vítima, mentiste para teu povo
Aquele que ontem odiavas, hoje te tornaste

Tuas armas são o ódio, terror e metralhadora
Disfarças tua mentira em uma cédula
E mesmo que tenhas calado a voz de tua consciência
Eu não vou parar porque eu sou a resistência

Sou uma floresta em chamas, fauna e flora em emergência
Sou um bombeiro voluntário que chora de impotência
Agora ninguém desiste, não existe o "não posso"
Tiraste tanto de nós, que até nos tiraste o medo

Com disfarce de democracia, colocaste a máscara
Pisoteaste nosso voto e esse voto se respeita
E hoje saímos às ruas, a Bolívia está desperta
E não vamos nos calar porque somos resistência

Composição: Carolina Bessolo