A Homero
Fueron años de cercos y glicinas,
de la vida en orsay, del tiempo loco.
Tu frente triste de pensar la vida
tiraba madrugadas por los ojos...
Y estaba el terraplén con todo el cielo,
la esquina del zanjón, la casa azul.
Todo se fue trepando su misterio
por los repechos de tu barrio sur.
Vamos,
vení de nuevo a las doce...
Vamos
que está esperando Barquina.
Vamos...
¿No ves que Pepe esta noche,
no ves que el viejo esta noche
no va a faltar a la cita?...
Vamos...
Total al fin nada es cierto
y estás, hermano, despierto
juntito a Discepolín...
Ya punteaba la muerte su milonga,
tu voz calló el adiós que nos dolía;
de tanto andar sobrándole a las cosas
prendido en un final, falló la vida.
Yo sé que no vendrás pero, aunque cursi,
te esperará lo mismo el paredón,
y el tres y dos de la parada inútil
y el resto fraternal de nuestro amor...
Ao Homero
Foram anos de cercos e glicínias,
de uma vida em orsay, do tempo doido.
Sua testa triste de pensar na vida
jogava madrugadas pelos olhos...
E estava o aterro com todo o céu,
a esquina do buraco, a casa azul.
Tudo foi subindo seu mistério
pelas ladeiras do seu bairro sul.
Vamos,
vem de novo às doze...
Vamos
que Barquina tá esperando.
Vamos...
Não vê que o Pepe esta noite,
não vê que o velho esta noite
não vai faltar ao encontro?...
Vamos...
No fim, nada é certo
e você tá, irmão, acordado
junto com Discepolín...
Já a morte começava sua milonga,
sua voz calou o adeus que nos doía;
de tanto andar sobrando nas coisas
pegou um final, a vida falhou.
Eu sei que você não virá, mas, mesmo que clichê,
o paredão vai te esperar,
e o três e dois da parada inútil
e o resto fraternal do nosso amor...
Composição: Anibal Troilo - Cátulo Castillo